"Continua o desrespeito, a UEFA tem de saber tudo o que cá se passa"

"Continua o desrespeito, a UEFA tem de saber tudo o que cá se passa"
Hélio Nascimento

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Se a situação não for resolvida pela Federação nas próximas semanas, o presidente da SAD do Olhanense confirma que o protesto vai mesmo chegar à sede do organismo europeu que tutela o futebol.

"No Campeonato de Portugal não se podem fazer seis jogos, mas vamos ter 90 na I Liga", exclama Luís Torres, presidente da SAD do Olhanense, na sequência da titânica luta levada a cabo pelos algarvios, que alegam ter direito a, pelo menos, disputar o play-off de subida à II Liga.

O próximo passo, reitera, é ir à sede da UEFA. "Se a situação não for resolvida nas próximas semanas, é isso que vamos fazer. Ainda agora, em Itália, foi tomada a decisão de ser jogado o play-off da terceira divisão, enquanto por cá, pese o facto de sermos dos países com menos casos de covid-19, continua o desrespeito pela verdade desportiva. Por tudo isto, queremos dar conhecimento à UEFA, que tem de saber tudo o que cá se passa".

O protesto do Olhanense é acompanhado pelos outros cinco clubes do Campeonato de Portugal que se sentem lesados pela decisão federativa (as subidas do Vizela e do Arouca), casos do Praiense, Benfica Castelo Banco, Real, Fafe e Lourosa.

"Temos os regulamentos e a legislação nacional completamente do nosso lado. A FPF tomou uma decisão ilegal e contrária à lei", prossegue Luís Torres. Os recursos, protestos de rua e conferências de imprensa são, pois, para continuar, "até que as mais altas instâncias do nosso país, no meio de tantos problemas que têm para resolver, arranjem cinco minutos para olhar para este caso". "A nossa luta é pela verdade desportiva, pelo futebol e pelos adeptos, não é contra ninguém em particular".