"A FPF comprovou ter uma visão centralista, continental e elitista"

"A FPF comprovou ter uma visão centralista, continental e elitista"

Praiense já contratou advogados para recorrer da decisão da FPF de promover Vizela e Arouca à II Liga.

O Praiense prometeu e já está a cumprir. Os açorianos, que lideravam a Série C do Campeonato de Portugal, não concordam com a decisão da FPF que indicou Vizela e Arouca como os dois clubes que sobem à II Liga, emblemas que tinham mais pontos nos quatro agrupamentos da prova.

"Este é um momento de profunda injustiça. A decisão da FPF não tem limite legal por definir unilateralmente o conceito de mérito desportivo. Por isso, mandatamos um conjunto de advogados que já se encontram a trabalhar. Estávamos a gerir o plantel para o termos a 100 por cento no play-off. Tínhamos o maior avanço face ao segundo, tínhamos menos derrotas [duas] e o Vizela e o Arouca tinham três. Não há justiça nesta decisão", adiantou Marco Monteiro, presidente do Praiense.

Tiago Ormonde, vereador da Câmara Municipal da Praia da Vitória, com a pasta do desporto, criticou a decisão federativa e revelou que os serviços jurídicos da autarquia estão ao dispor do clube. "A FPF cria líderes de primeira e de segunda. A FPF veio comprovar uma visão centralista, continental e elitista. A Câmara Municipal da Praia da Vitória propôs e foi aprovado por unanimidade apresentar um veemente voto de protesto de não promover o Praiense à II Liga. Deliberámos, também, colocar à disposição do Praiense os serviços jurídicos da Praia da Vitória no âmbito da contestação em tribunal da decisão da FPF e um apoio financeiro no valor de cinco mil euros para o pagamento de todas as custas judiciais", explicou.