Sócios do V. Setúbal aprovam alienação de 89% da participação do clube na SAD

Sócios do V. Setúbal aprovam alienação de 89% da participação do clube na SAD
Redação com Lusa

Dos 304 sócios votantes, 289 disseram "sim" à proposta que vai passar a maioria do capital da SAD para o gestor Hugo Pinto.

Noventa e cinco por cento dos associados do V. Setúbal aprovaram na sexta-feira, em Assembleia Geral, a alienação de 89% da participação do clube e da VITORIAPART SGPS, SA no capital social da Vitória FC SAD.

Dos 304 sócios votantes, 289 disseram "sim" à proposta que vai passar a maioria do capital da SAD para o gestor Hugo Pinto, de 34 anos, que tem negócios na área de compra e venda imobiliária, hotelaria, organização de eventos, entre outros.

No escrutínio realizado no pavilhão Antoine Velge, registaram-se ainda 13 votos contra e dois nulos/brancos.

À Lusa, Hugo Pinto confessou estar consciente da árdua missão que tem pela frente e revelou que o objetivo passar por recolocar o clube, atualmente na Liga 3, na I Liga em três anos.

"Estamos aqui com uma missão e um objetivo em mente. O Vitória é um diamante em bruto, com um potencial enorme. Temos um grande desafio pela frente e neste momento só temos de agradecer a todos os que votaram neste projeto. Queremos pôr o Vitória na I Liga em três anos, independentemente de sabermos que há um processo em Tribunal, vamos sempre ter plantéis com esse propósito", garantiu.

O gestor falou ainda no objetivo de trabalhar para dar melhores condições de treino aos jogadores dos escalões de formação, que treinam no Complexo Desportivo da Várzea, e de reforçar o plantel da equipa que compete na Liga 3.

"A nossa prioridade é a Várzea. Estamos a perder jovens devido à incrível falta de condições daquele espaço. Vamos também apostar no reforço da equipa principal", assegurou.

David Leonardo, presidente da mesa da Assembleia-Geral do Vitória, falou em nome dos associados no final da reunião magna, considerando que o clube tem agora uma grande esperança na sua recuperação.

"O meu sentimento é de grande esperança. Sabemos das dificuldades que tínhamos e que encontrámos quando chegámos em finais de dezembro de 2020. Estes 10 meses foram muito difíceis de gerir, com dificuldades de toda a ordem. Encontrar agora uma solução para viabilizar o Vitória dá-nos uma grande esperança, alento e satisfação muito grandes. Ficamos com a sensação de dever cumprido e esperança em ter um Vitória vivo e forte", disse.