"Graças ao Felgueiras houve jogadores que saíram para patamares superiores"

"Graças ao Felgueiras houve jogadores que saíram para patamares superiores"
André Bastos

João Santos vive um bom momento no Felgueiras, com golos ao Braga B e ao Fafe, e preferia defrontar já o Anadia.

Natural da Amadora, João Santos começou a jogar futebol no Estrela, passou pela formação de Benfica e Belenenses e, depois, mudou-se para o V. Guimarães B. Seguiu-se o Fafe, na época passada, na Liga 3, e agora representa o Felgueiras, onde pretende continuar a dar passos sustentados. O ponta-de- lança já marcou por três vezes, com golos nos últimos dois jogos - Braga B (1-1) e Fafe (1-0) -, ajudando a equipa a consolidar o quarto lugar, que estará em jogo na visita ao Anadia, na sexta-feira, na retoma do campeonato.

Marcou o golo que deu a vitória ao Felgueiras sobre o Fafe. Foi ainda mais especial por ter sido contra a sua ex-equipa?

-Marcar é sempre um momento especial, ainda mais por ter sido contra a minha anterior equipa e por ter dado os três pontos, que era o principal objetivo.

Diz-se que os jogadores têm uma motivação extra, quando enfrentam antigos clubes, foi o caso?

-Encarei o jogo como se fosse contra qualquer equipa do campeonato, sempre a procurar marcar, a ajudar a equipa ao máximo para tentar chegar à vitória, que foi o mais importante.

Na jornada anterior também marcou ao Braga B, acha que a paragem veio numa má altura?

-Um avançado procura sempre marcar golos, infelizmente, ainda não tinha encontrado o meu melhor momento. Sei que agora estou numa boa fase e espero dar-lhe continuidade. Nunca é bom parar quando estamos num bom momento, mas espero que no regresso [Anadia], consiga continuar a fazer o que fiz nas últimas duas semanas.

O Felgueiras está nos lugares cimeiros e na época passada foi a grande surpresa ao qualificar-se para a fase de subida. O objetivo é o mesmo?

-Conversámos e temos noção do que o Felgueiras fez uma época muito boa. Infelizmente não conseguiu a subida, mas é para isso que estamos a lutar. Queremos ficar nos quatro primeiros lugares e depois é definir novos objetivos, que passam pela subida de divisão.

O facto de o plantel ter mudado muito pode ser um entrave?

-Graças à época que o Felgueiras fez houve jogadores que saíram para patamares superiores, outros foram para o estrangeiro, e a malta que chegou veio com a vontade de ajudar e de conseguir fazer o mesmo, ou ainda melhor, que no ano anterior.

Que mensagem tem passado o treinador?

-Nunca tinha trabalhado com o míster Agostinho Bento, mas tinham-me dado boas indicações sobre ele. Falou comigo para vir para o Felgueiras porque confiava no meu trabalho, sabia das minhas características e estou a gostar muito de trabalhar com ele. Tem ideias bem definidas e que estão a dar resultado, senão não estávamos nos lugares de play-off de subida.

Na época passada marcou cinco golos, também na Liga 3, pelo Fafe. Estipulou alguma meta este ano?

-Tenho as minhas metas. A nível de golos guardo-as para mim, para não ficar demasiado obcecado com isso. O grande objetivo passa por marcar em todos os jogos.

O seu recorde pessoal é de 34 golos no Belenenses, em 2018. Será possível batê-lo no futuro?

-Foi no contexto de distrital que surgiu esse projeto. Na altura não tinha muitas opções vantajosas, agarrei-a com tudo e senti que podia dar nas vistas. Tínhamos um plantel muito bom e era uma realidade menos competitiva do que aquela em que estou inserido agora, por isso foi mais fácil chegar a esse número.

Vai para o segundo ano de Liga 3, que balanço faz da prova?

-Foi um investimento muito bom por parte da Federação. O objetivo era dar-lhe uma grande competitividade e o primeiro ano foi um sucesso. O primeiro classificado podia perder com o último e vice-versa. Foi até à última jornada para se saber quem iria ficar nos quatro primeiros lugares. Agora, a dois jogos de acabar a primeira volta, isso está a repetir-se, com o mesmo grau de dificuldade e de competitividade.

Em que sítio do terreno é mais forte a jogar?

-Gosto de jogar de costas para a baliza, sinto-me confortável a tabelar com os colegas, a vir buscar jogo, mas facilmente me adapto ao ataque à profundidade, pois uma das minhas características mais fortes é a velocidade.