"Foram os golos mais rápidos da minha carreira. Fui muito feliz"

"Foram os golos mais rápidos da minha carreira. Fui muito feliz"
André Bastos

Marcelo Marquês, do Caldas, entrou aos 85", ainda a tempo de bisar, e ajudou a eliminar o Covilhã (3-0) da Taça.

Ao longo da carreira, Marcelo Marquês nunca tinha vivido uma situação semelhante à de domingo. passado. Na receção ao Covilhã, o extremo do Caldas entrou aos 85" e ainda teve tempo de bisar, ajudando a equipa a dilatar a vantagem (3-0), que lhe permite seguir em frente na Taça de Portugal.

"Foram os golos mais rápidos da carreira. Fui muito feliz, ainda por cima estreei-me a marcar nesta prova. Foi um momento especial garantirmos a passagem à próxima fase", revelou a O JOGO, desvendando qual o segredo para eliminar um adversário de escalão superior, um resultado que até ditou a saída de Leonel Pontes do comando técnico dos serranos.

"A equipa técnica analisou bem o adversário e conseguimos anular os seus pontos fortes. Temos de nos assumir ao jogar na Mata e encarámos o adversário como sendo normal e não da II Liga, apesar do enorme respeito. Mantivemos a personalidade, a nível defensivo fizemos um grande jogo e em termos ofensivos fomos superiores", recordou, admitindo que, apesar dos golos, não é certo que tenha ganho um lugar no onze de José Vala. "A equipa está a atravessar um bom momento, agora é continuar a trabalhar. Vamos receber o Alverca na sexta-feira e, se tiver mais oportunidades, vou tentar agarrar o lugar", confessou, lembrando que o Caldas está em primeiro lugar da série B da Liga 3, em igualdade pontual com o Belenenses (oito pontos), e que ainda não perdeu esta época. "O objetivo é jogo a jogo. No ano passado tivemos uma grande primeira fase e depois quebrámos. Não podemos ser hoje os melhores e amanhã os piores, temos de ter estabilidade". Segundo Marcelo, uma das razões para o Caldas fazer épocas regulares está no facto de "manter a maioria do plantel, algo que faz parte da essência do clube".