"Estava a precisar de ganhar confiança e estar junto da minha família"

"Estava a precisar de ganhar confiança e estar junto da minha família"
João Maia

Diogo Clemente foi uma das figuras na campanha do Caldas até às "meias" da Taça, em 2018, e fez força para voltar a casa este ano

Diogo Clemente, lateral/médio-esquerdo de 26 anos, brilhou em 2017/18 quando o Caldas chegou às meias-finais da Taça de Portugal e depois teve a oportunidade de estrear-se na II Liga. Sentiu necessidade de voltar e o clube agradeceu.

Ainda se lembra de quando é que tinha marcado pela última vez?
-Penso que terá sido com... o Vitória de Sernache, em casa... de livre direto.

Exatamente, em fevereiro de 2017. Já tinha saudades?
-Sabe sempre bem marcar, mas acima de tudo sabe melhor ainda quando estamos a ajudar de uma forma mais direta a equipa a atingir os resultados pretendidos.

Esta vitória teve um significado especial por ter sido diante do líder?
-O Torreense é muito forte, com várias soluções, é candidato aos lugares cimeiros. Vieram às Caldas sem derrotas, mas nós também temos uma grande equipa, com diversas soluções. Esperávamos um jogo equilibrado, ainda para mais jogar nas Caldas nunca é fácil e comprovou-se, com uma boa moldura humana. Talvez tenha sido o melhor jogo até agora.

Têm um registo 100 por cento vitorioso em casa, mas fora só conseguiram um ponto em três encontros. Sentem-se mais confortáveis a jogar na Mata?
-É uma das coisas que temos que mudar porque os resultados fora não têm sido os que pretendemos e é aí que temos que batalhar e mudar um pouco. Sentimo-nos mais confortáveis a jogar com os adeptos, mas o campeonato não é só feito de jogos em casa e é importante começar a criar uma dinâmica vencedora nos encontros fora.

Saiu do Caldas em 2018, depois de o clube ter chegado às meias-finais da Taça de Portugal, e teve a oportunidade de jogar na II Liga. É uma afirmação que ficou adiada?
-Não diria que tenha ficado adiada. Fiz duas grandes épocas na Oliveirense, as coisas em Arouca [na temporada passada] não correram como desejava e pedi para sair em em janeiro. Fui para o Estrela da Amadora, onde me consegui afirmar e onde conseguimos o objetivo da subida. Não é algo que me transtorne a cabeça, estou focado em cumprir os meus objetivos pessoais e coletivos.

E porquê voltar ao Caldas?
-Foi uma oportunidade que surgiu. Quando saí do Arouca já tinham havido conversas com o Caldas. Agora foi uma boa oportunidade e optei por regressar a casa. É um momento da minha carreira em que estava a precisar de ganhar confiança e estar junto da minha família.

Ainda há muitos jogadores no plantel atual que se mantêm desde aquela campanha na Taça... É um clube que fomenta um ambiente familiar?
-O Caldas tem uma política muito boa nesse aspeto. Desde o meu primeiro ano de sénior, em 2014/15, ainda permanecem sete ou oito jogadores. O Rui Almeida agora é diretor desportivo e este é um clube familiarizado com esse aspeto. Não entra em grandes loucuras, a equipa técnica tem alguns anos seguidos ao leme e a Direção não promete aquilo que não pode cumprir.

Acha que um dia vai ver o Caldas noutros patamares?
-Gostava... as pessoas das Caldas merecem e é um clube que pela sua estrutura e pela forma como trabalha merecia chegar a outros patamares. Não posso dizer se será daqui a poucos ou muitos anos, mas acredito que o Caldas voltará a estar entre os grandes de Portugal como já esteve.