"O Benfica Castelo Branco não subiu e eu queria jogar numa prova com mais visibilidade"

"O Benfica Castelo Branco não subiu e eu queria jogar numa prova com mais visibilidade"
Miguel Gouveia Pereira

Kalunga tem sido utilizado como ponta-de-lança no Cova da Piedade, uma aposta que já começa a dar frutos

Na estreia de João Sousa como treinador do Cova da Piedade, Kalunga foi um dos destaques na vitória no terreno do Caldas. O avançado, natural da Zâmbia, marcou o segundo golo da temporada, num triunfo por 2-0. "Felizmente, tenho jogado quase sempre. Espero continuar a ser opção , contribuindo com golos e assistências, dado que se trata de um campeonato com muita visibilidade", conta a O JOGO, e satisfeito com o novo líder da equipa técnica: "Estamos a conseguir adaptar-nos bem aos novos processos. Com poucos dias de trabalho com o treinador, conseguimos uma vitória."

O dianteiro descreve-se como "um jogador muito rápido" e que "se adapta bem a posições diferentes". E tem uma vantagem que o distingue de outros elementos do plantel. "Tenho facilidade em jogar com os dois pés, isso faz com que consiga atuar bem nas duas alas", frisa Kalunga, que, apesar de ser extremo de origem, tem sido utilizado nos últimos jogos como ponta-de-lança: "Foi uma experiência que fizeram no jogo da Taça de Portugal, com o Real, e tem corrido bem. Foi nessa posição que marquei o golo ao Caldas."

O avançado da Zâmbia, de 24 anos, tem tido um percurso em crescendo no futebol português desde que chegou, em 2017. Depois de dois anos nos distritais de Aveiro, ao serviço de Esmoriz e União de Lamas, Kalunga esteve entre 2019 e 2021 no Benfica e Castelo Branco, atuando no Campeonato de Portugal. No verão, surgiu o convite do Cova da Piedade. "É um clube que, embora esteja a passar por um momento menos bom, tem muita história. Depois, como o Benfica e Castelo Branco não subiu, queria jogar numa prova com mais visibilidade, como é a Liga 3. Até agora, estamos a fazer uma boa época, mas sinto que a equipa tem capacidade para fazer ainda melhor", explica o camisola 17 dos piedenses.


Português já não é obstáculo

Kalunga chegou a Portugal em 2017, na altura para representar o Esmoriz, e confessa que os primeiros meses no nosso país não foram fáceis. "Não percebia o português e tinha dificuldades em entender os meus colegas e as instruções dos treinadores. Felizmente, durante este processo, encontrei pessoas espetaculares, que me ajudaram e não deixaram que me faltasse nada", recorda o avançado, que, na conversa com O JOGO, mostrou já dominar na perfeição a língua portuguesa.

O Cova da Piedade é o quarto clube que Kalunga representa em Portugal, depois do Esmoriz, União de Lamas e Benfica e Castelo Branco.