Arma secreta para o topo na Liga 3: "Quando me contactaram..."

Arma secreta para o topo na Liga 3: "Quando me contactaram..."
Miguel Gouveia Pereira

João Victor foi o herói contra o Real, marcando golo aos 87", seis minutos depois de entrar

Jogue 90 ou apenas alguns segundos com a camisola do Torreense, o objetivo de João Victor é sempre o mesmo: ajudar a equipa, se possível com golos. E o avançado brasileiro, de 25 anos, conseguiu alcançar essa meta na vitória caseira sobre o Real (1-0), quando faturou aos 87", seis minutos depois de ter entrado em campo.

"Fiquei muito feliz, foi o meu primeiro golo e espero marcar mais", descreveu o dianteiro, a O JOGO, ele que não sente desmotivado pelo facto de ainda não ter sido titular: "O Mateus é quem está a jogar regularmente e tem estado bem, o que me deixa contente, porque está a ajudar a equipa. Preciso de respeitar o bom momento dele e tentar encontrar o meu espaço. Felizmente, temos um plantel com muita qualidade, que trabalha bem durante a semana. E depois cabe o treinador escolher os melhores."

O Torreense é o atual líder da série Sul da Liga 3, com 13 pontos, mais três do que o Leiria. Um bom arranque de uma temporada que todos esperam que termine com a subida à Liga SABSEG.

"Quando me contactaram, e penso que também aos meus colegas, disseram-me que o objetivo era subir de divisão. Agora, estamos em primeiro lugar e esperamos manter essa posição, para depois lutar pela promoção na fase seguinte. Temos um plantel muito bom, onde ninguém tem lugar garantido no onze", descreve João Victor, que chegou a Torres Vedra depois três temporadas no segundo escalão, um no Académico de Viseu e dois no Feirense:

"Quando o clube entrou em contacto comigo, fique satisfeito, até porque sabia que queriam lutar pela subida. O Torreense tem uma estrutura profissional e bem organizada, por isso acredito que no final da época vamos ser felizes. É para isso que vamos lutar sempre."

Adeptos fervorosos e incansáveis

Um dos fatores que mais impressionou João Victor no Torreense foram os adeptos. "Nos jogos é impressionante. São incansáveis e estão a apoiar-nos em todos os momentos. Antes e depois dos jogos, tentam conversar com os jogadores e dar motivação. São sensacionais", elogia o avançado brasileiro, que não vê diferenças entre a equipa treinada por Dauto Faquirá e as das ligas profissionais: "Dá-nos boas condições de trabalho e cumprem com as suas obrigações, como os outros clubes que também já joguei em Portugal."