Exclusivo Márcio Sousa condenado por excesso de talento: "Nunca tive ninguém para me aconselhar"

Márcio Sousa condenado por excesso de talento: "Nunca tive ninguém para me aconselhar"

37.º aniversário d' O JOGO - Tinha a alcunha de Maradona, brilhou no título europeu de sub-17 e nunca teve empresário. Não passou da II Liga.

No dia 17 de maio de 2003, Márcio Sousa saiu do Estádio do Fontelo, em Viseu, com um sorriso rasgado, uma confiança inabalável e uma esperança parecida com certeza de que tinha uma carreira de sonho à sua espera.

Afinal de contas, com o número 10 nas costas, o esquerdino, ainda sem barba, tinha acabado de despedaçar a favorita Espanha na final do Campeonato da Europa de sub-17, ajudando Portugal a conquistar o troféu com dois golos marcados a Antonio Adán (esse mesmo, o atual guarda-redes do Sporting), suficientes para anular o remate certeiro de David Silva, o médio que mais tarde brilharia no Manchester City e na La Roja.