Distúrbios provocados pelos pais acabam jogo de crianças de seis anos

Distúrbios provocados pelos pais acabam jogo de crianças de seis anos
João Maia

Tópicos

A manhã de sábado tinha tudo para ser mais um dia feliz de futebol para os petizes da Sanjoanense e do União de Lamas

A manhã de sábado tinha tudo para ser mais um dia feliz de futebol para os petizes da Sanjoanense e do União de Lamas, mas o jogo, que opôs crianças entre os cinco e os seis anos, terminou antes do tempo, no segundo de cinco períodos que estas partidas têm, devido a distúrbios nas bancadas. Os encontros de petizes, que não têm campeonato, são sempre apitados por um diretor pedagógico, que, neste caso, era o pai de um dos atletas da equipa visitada. A missão coube a Hugo Marco, da Sanjoanense, mas a arbitragem não agradou aos pais dos jogadores do Lamas, que se queixaram da alegada agressividade excessiva dos alvinegros. "Não estive presente no encontro, mas as informações que me deram foi que o Lamas estava a ser claramente prejudicado, que os pais estavam revoltados e que tentaram falar com as pessoas responsáveis da Sanjoanense, mas que estes se riam para o banco do Lamas. Os miúdos do Lamas estavam com medo de ir à bola, houve revolta na bancada e os diretores e treinadores acharam por bem acabar o jogo", relata Emanuel Mendes, coordenador do futebol de formação do União.

Versão diferente tem Hugo Marco. "Na primeira parte, o Lamas pediu um penálti, mas eu estava a olhar para um menino que se estava a queixar e não vi. Na segunda, um miúdo chutou a bola contra as pernas de um jogador do Lamas, eles pediram penálti e eu marquei canto. Insultaram-me e disseram aos miúdos para saírem do campo. Vi o meu filho e outros jogadores da Sanjoanense a chorar...", conta. A tensão ter-se-á alastrado à bancada e Manuel Oliveira, vice-presidente da Sanjoanense para o futebol de formação, achou por bem chamar a PSP para acalmar os ânimos. "Houve um desentendimento entre os pais, mas que não passou de uns "bate-bocas". Recolhemos as nossas crianças ao balneário, pois estavam a chorar e não entendiam o que se passava. Temos de ensinar os miúdos e não os pais", criticou.