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Treinador reconhece que a pontuação "é uma surpresa para todos" e elogia o "sentido coletivo", mostrando ainda satisfação pelo facto de o Onze do Ano, iniciativa de O JOGO, ter nove atletas alvinegros.
O rei das subidas não vai em cantigas. Apesar da considerável vantagem do Portimonense no comando da II Liga (quatro pontos sobre o Aves e 14 sobre o Santa Clara), o treinador Vítor Oliveira não quer ver um ambiente de euforia em torno do grupo de trabalho. "Campeão de inverno? Vale zero, não vale nada. O que vale são os pontos conseguidos, isso é que é importante. Temos um avanço confortável, mas não podemos adormecer, porque sabemos o que é futebol, e, ao longo dos anos, os exemplos são muitos. Ainda agora, na I Liga, se o Sporting tivesse vencido o Benfica passava a líder e como perdeu já está a oito pontos", vinca o técnico.
Praticamente no termo da primeira volta do campeonato, Vítor Oliveira promete o mesmo empenho para a fase seguinte do campeonato. "Vamos estar atentos na segunda volta e procurar aumentar a vantagem. Temos superado as expectativas e ninguém pensava que, nesta altura, o Portimonense e o Aves dispusessem deste avanço. É uma surpresa e não é normal. À exceção da época em que o Belenenses dominou, esta pontuação surpreende todos", reconhece o técnico, que tem colecionado subidas ao primeiro escalão nacional.
As boas exibições do Portimonense explicam muito do sucesso nesta temporada. "Entrámos bem e a permanência de muitos jogadores no plantel ajudou à constituição de um grupo forte. Mudámos a estrutura mas os atletas rapidamente assimilaram o que pretendíamos. O percurso deve-se sobretudo à qualidade e ao empenhamento deles", adianta Vítor Oliveira, abordando ainda as muitas lesões verificadas esta temporada. "Conseguimos superar essa fase, de alguma dificuldade, ficando evidente que o sentido coletivo é fundamental. E nós temos tido esse sentido, independentemente das individualidades", o que se percebeu pela votação dos treinadores da II Liga: são nove atletas portimonenses no onze ideal e um deles, Paulinho, é o melhor jogador, na habitual iniciativa promovida por O JOGO no último dia do ano.
O treinador não pretende mexer na equipa, a menos que surja uma boa oportunidade de negócio - inclusive no que diz respeito a saídas -, ressalvando que a aquisição do defesa central Brendon era uma obrigação, face aos problemas verificados no eixo da defesa. De resto, está satisfeito com o plantel. E seguem-se dois jogos em casa para o campeonato... "Os jogos são todos importantes, sejam fora ou em casa. Vamos tentar ganhar os dois, mas agora estamos focados apenas no Santa Clara", adverte, deixando a receção ao Sporting B para análise posterior.
