
Gonçalo Inácio e Victor Froholdt
Mário Vasa
As três derrotas em Portugal dos dragões tiveram em comum o facto de o dinamarquês ter começado no banco ou ficado na bancada. Farioli poupou o físico do jogador de campo com mais minutos em Alvalade, preparando-se para lhe devolver a titularidade no clássico que pode ser decisivo. Com ele de início são 87,5% de triunfos.
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Froholdt prepara-se para regressar à titularidade no estádio da Luz depois de ter saltado do banco apenas ao intervalo em Alvalade, jogo em que Farioli procurou gerir o cansaço do dinamarquês, que está à porta dos três mil minutos esta época, só pelo FC Porto [tem mais 90 pelo Copenhaga e 344 pela seleção principal]. Nenhum outro jogador de campo foi tão utilizado pelo treinador italiano, e há um dado que justifica a aposta: o jovem prodígio, contratado no verão de 2025 por 20 milhões de euros, tornou-se o barómetro invisível de uma equipa que colapsa quando o camisola 8 se senta no banco ou fica na bancada. As três derrotas que o FC Porto soma nas provas internas [V. Guimarães, Casa Pia, Sporting] têm como dominador comum o facto de Froholdt não ter sido titular.
O primeiro sinal foi na Taça da Liga, diante do V. Guimarães. Na altura, uma lesão afastou o dinamarquês das opções, e o FC Porto seria eliminado da final-four (1-3). Mais recentemente, no campeonato, a história repetiu-se frente ao Casa Pia. Numa gestão de esforço, Froholdt começou no banco, entrando aos 56 minutos, numa altura em que o FC Porto já perdia. Agora, ocorreu na primeira mão das meias-finais da Taça de Portugal, contra o Sporting. Farioli optou por deixar a sua "âncora" de fora do onze, entrando na segunda parte.
Olhando para as provas europeias, o paradigma é relativamente diferente: a única derrota (Nottingham Forest) teve Froholdt a tempo inteiro, mas no empate com o Utrecht o dinamarquês só entrou aos 68", quando o jogo estava 1-1.
Para Francesco Farioli, o desafio agora é gerir a fadiga de um jogador que se tornou indispensável. Com o clássico frente ao Benfica à porta, a conclusão ditada pelos números é evidente: prescindir de Froholdt é um "luxo" que este FC Porto não se pode dar. Afinal, Froholdt venceu 87,5 por cento dos jogos em que foi titular, tendo apenas empatado três e perdido um, o tal com o Nottingham Forest.

