
LUIS MANUEL NEVES
Antigo avançado encarnado dá, a O JOGO, a receita para o Benfica explorar as fragilidades do adversário
David Suazo representou o Benfica por um ano, em 2008/09, por empréstimo do Inter, e estreou-se a marcar precisamente frente ao Nápoles. Admitindo ser especial ver este jogo, diz que o conjunto italiano chega à Luz avisado do perigo que o Benfica representa.
Ao Nápoles basta o empate para se apurar. O Benfica vai enfrentar por isso um adversário a jogar à defesa?
-O Nápoles é uma equipa construída para atacar - não vai jogar à defesa. Vai disputar o jogo, colocando por isso também em perigo o Benfica, porque tem um ataque forte. Vai ser um jogo muito disputado e aberto. As duas equipas praticam bom futebol, vai ser um jogo interessante e com golos.
Depois da derrota por 4-2 em Itália, o que pode o Benfica explorar no Nápoles para vencer?
-Precisamente porque é uma equipa virada para o ataque, o Nápoles deixa também espaços atrás, algo que o Benfica pode aproveitar. Como mostrou em Itália, tem jogadores rápidos no ataque e pode aproveitar isso, colocando os seus atletas mais velozes da frente prontos a atacar as brechas.
As duas equipas chegam a este jogo em situações bem diferentes: se o Benfica perdeu com o Marítimo, o Nápoles venceu por claros 3-0 o Inter. Isso pode condicionar?
-É verdade que o Nápoles chega a este jogo com a confiança em alta depois da boa vitória sobre o Inter, enquanto do lado do Benfica uma derrota afeta sempre alguma coisa. Mas acredito que os jogadores do Benfica estão desejosos de que o jogo chegue o mais depressa possível. Sabem que é uma competição diferente e também que está em jogo o futuro na prova e seis meses de trabalho. Por isso vão estar focados e concentrados ao máximo. Vão dar tudo, o que têm e o que não têm, para garantir o apuramento.
