
Vasco Botelho da Costa
Moreirense FC
Antevisão do treinador do Moreirense ao duelo com o Aves SAD
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Que dificuldades traz o Aves SAD: "Acho que a pausa acabou por nos fazer bem. Tivemos um ciclo muito intenso numa série de jogos em que apanhámos também três das equipas mais fortes do campeonato. A nível exibicional não se pode dizer que a equipa tenha baixado de forma significativa, foi mais a questão dos resultados. Queremos regressar às vitórias mas é regra neste grupo, nesta casa, aquilo que nos tem que preocupar é o que o Aves possa fazer, o que não muito simples de avaliar tendo em conta a troca de treinador e a possibilidade de haver novas ideias, até porque o jogo no Dragão pode ser um jogo pouco representativo do ponto de vista daquilo que nós avaliamos, mas onde a tabela não pode contar para nada. Até porque há a possibilidade da equipa do Aves vir significativamente moralizada por força da grande vitória que tiveram na taça e seguramente que se vão transformar em motivação para dar a volta, e sendo um derby, como sabemos, acreditamos num Aves muito forte para inverter as coisas.
Mas como sempre olhámos para nós, já descansámos um bocadinho as nossas cabeças, fez bem a toda a gente, mas muito preocupados com aquilo que é o nosso jogo, como é que temos de nos comportar caso o adversário esteja num bloco mais médio ou caso opte por nos pressionar, mas acreditamos que mantendo a nossa identidade vamos estar perto de voltar às vitórias, que é esse o grande objetivo.
Mudanças no Aves SAD: "Houve mudanças no plantel, com os jogadores a chegarem já depois no mercado a fechar, a custo zero, e penso que agora a equipa, independentemente das trocas de treinador, está mais estável. São mais ou menos os mesmos jogadores que têm jogado. Naquilo que pudemos observar, lá está, identifico muito mais a questão da motivação, uma equipa que acredita muito mais, está unida e parece que está a ter capacidade para enfrentar os jogos e esquecer um pouco aquilo que é a classificação. Portanto, é uma equipa perigosíssima, que nos vai obrigar a estar muito alerta até porque tem recursos para fazer mal. É uma equipa com uma estatura muito elevada, que joga normalmente com três centrais, todos eles muito fortes no ar, o que nos vai obrigar a estar muito bem nos momentos de bola parada, tem extremos muito explosivos, muito rápidos a atacar as costas das defesas adversárias. Tem muitos argumentos para nos fazer mal. E é sobre isso que nós trabalhámos, sempre focados mais em nós para que, como sempre, consigamos impor o nosso jogo e as nossas ideias. Mas, lá está, conscientes destas características e daquilo que possa ser feito pelo João [Henriques] e a sua equipa para nos ferir".
Mercado: "Não se trata de lacunas. Nós olhamos para a janela de mercado sempre com o objetivo que é melhorar. Num projeto como o Moreirense, aquilo que estamos a construir, digamos assim, há sempre espaço para sermos melhores. Mas também temos que ir de encontro às expectativas de alguns jogadores e acredito que vão haver situações eventualmente tanto de entradas como saídas mas sempre com o objetivo muito claro que é dotar o grupo de mais e melhores armas. É muito por aí, nada muito claro, porque umas situações dependem das outras, e quem tem essa responsabilidade está seguramente a fazer esse trabalho. Neste momento, o nosso maior foco são estas duas semanas, já com o jogo do Aves, é isso que está mais na minha preocupação".
Dois jogos (Aves SAD e Tondela) a finalizar a primeira volta teoricamente mais fáceis para pontuar: "Não, não posso olhar assim. Por exemplo, o Gil Vicente, a par do Moreirense, a fazer uma grande época, foi jogar a este mesmo estádio e teve muitas dificuldades. A I Liga já nos habituou à enorme dificuldade. Todos os jogos são tremendamente difíceis. Simplesmente há jogos em que o nosso maior desafio é tático, outros em quer é o nosso é físico e outros em que é motivacional. Agora, o que nos propusemos desde o início é tentarmos criar condições para ganhar a qualquer adversário. E acho que foram muito poucos os jogos onde ficou evidente que nós não tínhamos capacidade para discutir o jogo. Nesse aspeto estamos satisfeitos."
Treino aberto: "Os clubes são os adeptos, são as pessoas e o nosso grande objetivo é que eles se identifiquem, que gostem e valorizem o que apresentamos semana após semana. E quando foi proposto abrir as portas foi um sim instantâneo porque eles são muito importantes para nós, têm sido um apoio muito significativo".
