Vasco Botelho da Costa: "Braga é a equipa mais forte do campeonato em posse"

Vasco Botelho da Costa
Mário Vasa
Declarações do treinador do Moreirense na antevisão ao jogo da ronda 11 do campeonato
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Braga jogou na quinta-feira: "Na preparação do jogo, isso influencia do ponto de vista do Braga, ainda que já estejam tão habituados a estas andanças que a forma de trabalhar já esteja adquirida. E no plantel, soluções não faltam. Quando se é um clube grande, e o Braga já é um dos grandes da liga, isto já é uma não questão. Temos que olhar para este jogo com ambição, sabemos que historicamente é um confronto difícil para o Moreirense, ma já que estamos a fazer nesta época tantas coisas históricas por que não mais uma. Olhamos para isto como mais um desafio e não problemas, e o que queremos é mostrar que estamos a crescer a defrontar estas equipas com este tipo de organizações defensivas, o Braga é uma equipa que nos vai individualizar a campo inteiro, e nós estamos a gostar mais de jogar esse jogo, que em teoria é desconfortável para quem ataca, mas depois um Braga que nos vai colocar muitos, muitos desafios quando tiver a bola. É a equipa mais forte do campeonato em posse, uma equipa muito paciente que espera pelos momentos certos para entrar por dentro ou por fora, e está cada vez mais agressiva no ataque à profundidade. Uma equipa muito completa no aspeto ofensivo, que vai obrigar-nos a ser mesmo muito bons a defender se quisermos ter sucesso."
Momentos em que o Moreirense tem de ser mais forte: "Temos de ser fortes em todos os momentos do jogo. do ponto de vista ofensivo vamos enfrentar uma defesa homem a homem em campo inteiro e temos que ser práticos, perceber onde está o espaço, onde estão as vantagens, temos que ser bons tecnicamente porque vamos ter pouco espaços e pouco tempo para executar, a técnica tem que acompanhar a tomada de decisão. Do ponto de vista defensivo temos de perceber os momentos para acionar a nossa pressão, os momentos em que temos de estar mais compactos, se possível não baixar muito. Lembro-me de ver na semana passada o FC Porto, uma das equipas mais fortes em pressão, teve de baixar, seguramente porque foi obrigado. Temos que nos preparar todos os cenários. Porque embora saibamos qual é a melhor estratégia para vencer o jogo nem sempre vamos ser nós a ditar o que vai acontecer. Muitas vezes vai ser o adversário e não podemos simplesmente atirar a toalha ao chão. Há momentos em que vamos ter de estar compactos, mais baixos, não é o que mais gostamos, mas temos de saber ser pressionantes, roubar bolas à equipa do Braga e saber jogar os momentos de transição. Uma equipa que joga muito em posse também pode permitir situações de ataque rápido e contra-ataque, mas ao mesmo tempo tem muita gente próxima da bola e isso constitui um bom desafio. Temos de tomar boas decisões nos momentos em que ganhamos a bola para não permitir transições ao Braga porque jogadores com aquela qualidade vão ser sempre muito fortes a atacar com tempo e espaço. Temos de ser muito bons, muito competentes."
Exposição defensiva do Braga pode ser a chave: "A partir do momento em que todos a gente identifica o que se passa tenho a certeza que um treinador com a capacidade do Carlos também as identifica e trabalha sobre elas. Olhando para a qualidade dos jogadores do Braga eles têm todas as condições para ser fortes nesse momento também. Queremos ser melhores que o Sp. Braga em todos os momentos do jogo, não podemos olhar para um momento só. Temos de pesar todos os momentos e tentar ser mais competentes em todos os momentos. E se o fizermos estaremos mais perto da vitória que é o que queremos."
Influência mental da vitória em Arouca: "Tendo em conta o patamar em que estamos, por muito seguros que estejamos do que fazemos diariamente, há sempre ruído. E nos dias de hoje, em que praticamente vivemos com o telemóvel na mão, o que acontece fora chega sempre aqui. E para além disso a crença da equipa naquilo que está fazer. Trabalhamos ao máximo para que os resultados não pesem, não afetem, mas quando estamos três jogos sem ganhar isso tem o seu impacto e acaba por ser uma sensação de alívio quando conseguimos vencer. Foi uma semana um pouco mais alegre do que as anteriores. Mas, ao mesmo tempo, também faz falta que as semanas não sejam tão alegres opara mantar a concentração e o foco em níveis mais altos. É quase como andarmos ao contrário dos resultados, quando as cosias correm bem há sempre mais tendência para relaxar e temos que trancar mais a casa, apertar mais com malta, e quando os resultados não são os desejados nem sempre quer dizer que haja causa efeito. O que temos de perceber é a evolução da equipa e dos jogadores. Esses indicadores permitem perceber se estamos ou não no bom caminho. Se essa evolução acabar por acontecer os resultados positivos serão uma consequência. Do ponto de vista mental é sempre melhor ganhar, porque todos gostamos muito de ganhar. O que perseguimos todos os dias é sermos cada vez melhores com a ambição de ombrearmos com as melhores equipas deste campeonato."
Ausência do capitão Marcelo: "Vamos entrar com onze e com o banco completo, confiamos em todos, vai jogar o Gil, que tem dado uma resposta fantástica, tem muita utilização e fez um jogo incrível em Alvalade. Cada jogador tem a sua importância, o Marcelo é uma referência, um exemplo, mas, lá está, importante é a dinâmica da equipa, o que vamos fazer ofensivamente e defensivamente. E depois o Gil Vicente, com as suas caraterísticas próprias, até nos pode dar coisas diferentes."
A performance de do goleador Schettine: "Desde o primeiro dia, como em todos os clubes, o que mais quero é reunir individualmente com cada atleta e a partir daí as conversas com cada um deles são constantes, porque não acredito que o processo do treinador seja de uma só via, tem de ser de duas vias, e o feedback que nos passam é fundamental. Aqui tenho uma missão que é conseguir retirar o melhor de cada um. E estamos a conseguir retirar coisas muito boas e positivas do Schettine, com todo o mérito que ele tem, porque é ele que trabalha e no momento da verdade toma as decisões. Temos um objetivo muito claro, tentamos aproximar as nossas ideias das características dos nossos atletas. Acreditamos no que podemos fazer para potenciar as características dele e de todos os outros. Não há um treinador perfeito que consiga encaixar as características de todos na nossa forma de jogar, mas é isso que procuramos. Tem de continuar a dar ao chinelo porque tem dois meninos com muita fome que querem o lugar dele."
