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Pedro Rocha / Global Imagens
Presidente do Sporting concedeu uma entrevista ao canal do clube para assinalar os 100 dias na presidência dos leões
Escolha de Marcel Keizer:
"A escolha do treinador define muito o que é esta administração da SAD. Penso, sinceramente, que não pode haver algo que dê mais força a quem tem de decidir do que ter independência. Quando se é livre. Não fizemos favor a ninguém, sem objetivo de agradar a ninguém. Chegámos com ideias fixas e concretas do que queremos para o Sporting. Faz-me confusão como é que alguém concede decidir quando se está pensado com atos eleitorais, com anos de mandato. Eu acordo e penso: o que é que eu faria para o melhor do Sporting. E faço. Aposta de risco? Para 99% das pessoas. Para mim não teve nenhum risco. Assentou em quatro fatores: competência técnica, gestão do grupo e comunicação. Era a opção que me dava mais garantas. É um grande treinador, é um grande senhor. Falam bem dele e ele merece. Nem eu acreditava que ia correr assim. Não é fácil para quem não conhece a realidade do futebol português, sem ter feito pré-época. Disse-lhe para estar tranquilo que ia ter a melhor estrutura do seu lado. O sucesso vem muito disso. Quando ele der uma entrevista, jamais esquecerá esta equipa".
"Dois nomes que não se têm falado: Beto e Hugo Viana, que têm feito um trabalho fantástico, como eu gosto: com descrição e sem alarido. Competência fantástica. Mas não só. Secretários técnicos, a parte logística, departamento médico, unidade de performance, em janeiro virá Francisco Tavares, técnicos de equipamentos, a própria equipa técnica... Tudo foi pensado. Quando lancei o nome muita gente ficou em pânico. Diziam que não era inteligente. Mas inteligente para quem?".
Como chegou a Keizer?
"Está tudo dito no período eleitoral. Gosto muito de futebol. Eu digo o que sou. Quando digo que gosto de ver um jogo da segunda divisão, vejo mesmo. O futebol é paixão desde pequenino. Sou atento e algum tempo que reparava em Keizer. Tínhamos pessoas em comum e, depois, senti Marcel Keizer. Sou muito racional, mas também sigo o meu instinto. Fui ver como as equipas jogavam, a forma como lidera um grupo, tivemos conversas francas sobre jogadores, sobre o que pensava de futebol, a sua forma de ser... Tinha todas as peças para o menor risco possível".
