
Trubin marcou o golo que garantiu o play-off da Champions
AFP
Além de ser notícia por todo o mundo, o guardião mereceu destaque no seu país. As contas oficiais da Ucrânia, do Ministério da Defesa e da federação de futebol assinalaram o momento
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Herói do Benfica, fruto do golo dramático no triunfo por 4-2 sobre o Real Madrid, que valeu a qualificação das águias para o play-off da Liga dos Campeões, Trubin transformou-se num autêntico fenómeno global. O facto de, enquanto guarda-redes, ter decidido o apuramento benfiquista para a fase seguinte e logo aos 90'+8', já para lá do tempo de compensação dado pelo árbitro Davide Massa, tornou o momento ainda mais especial. E algo muito marcante também na Ucrânia, onde o camisola 1 da Luz virou também um herói nacional.
A Federação Futebol da Ucrânia assinalou de imediato nas suas redes sociais, mas depois o golo valeu destaque até institucionalmente por parte do Ministério da Defesa e do próprio país, também em publicações nas redes sociais. "O guarda-redes ucraniano Anatoliy Trubin marcou um golo fantástico no tempo de compensação com o Real Madrid, fechando a vitória por 4-2 do Benfica e assegurando um lugar na eliminatória da Liga dos Campeões. E, de novo, ele é um guarda-redes! Muito orgulhosos", pôde ler-se na conta da Ucrânia, enquanto o Ministério da Defesa destacou o camisola 1 como um exemplo para o país: "Trubin demonstrou o carácter ucraniano - lutar até ao fim. Parabéns e gratidão."
Trubin, motivo de muitas notícias na Ucrânia, fez, também ele, questão de dedicar o golo ao povo ucraniano, não esquecendo os seus, que resistem à invasão da Rússia. "Para a Ucrânia. Para aqueles que sabem como é lutar até ao fim", escreveu nas suas redes sociais.
Decisivo pelo Benfica frente ao Real Madrid, o guardião tem uma ligação especial com a equipa merengue, pois fez a sua estreia na Champions precisamente ante os blancos, há pouco mais de cinco anos. Numa visita do Shakhtar Donetsk a Madrid, em outubro, em pleno período de covid-19, Trubin foi lançado no onze face à ausência de Pyatov, dono do posto e baixa então por estar infetado com a doença, ajudando ao triunfo do conjunto ucraniano por 3-2. Em dezembro, voltaria a estar em destaque, fechando a sua baliza na vitória do Shakhtar por 2-0 sobre o Real, em Kiev. Trubin não esqueceu o seu passado com os merengues. "A minha estreia na Liga dos Campeões foi num jogo contra o Real Madrid. Passaram-se cinco anos e cá estamos, novamente o Real. Desta vez, com a camisola do Benfica. E com uma confiança diferente dentro de campo. Há momentos em que o futebol nos oferece mais do que alguma vez sonhámos. Até marcar um golo. Obrigado a todos os que apoiaram e estiveram connosco", acrescentou Trubin, que ontem, mesmo em dia de folga, fez questão de fazer horas extra, por sua conta, em trabalho físico. "A disciplina é chave. Aconteça o que acontecer", justificou.
Com presença no onze da jornada, Trubin, que teve direito a guardar a bola da partida, autografada pelos colegas, viu o seu golo ser eleito o melhor da última ronda da fase de liga, superando João Pedro (Chelsea), Dimarco (Inter) e Dragomir (Pafos). Com o 4-2 ao Real Madrid, Trubin tornou-se o primeiro guarda-redes do Benfica a marcar e o quinto a faturar na Champions, após Hans-Jorg Butt (fez três, de penálti), que passou pelo Benfica, Sinan Bolat, Vincent Enyeama e Ivan Provedel, este o último a festejar, pela Lázio, ante o Atlético de Madrid (1-1), em setembro de 2023.
Além de percorrer toda a Europa, o tento de Trubin mereceu destaque também por todo o mundo, desde a América do Norte, onde foi notícia nos Estados Unidos e Canadá, à América do Sul (foi nota na Argentina e no Chile, por exemplo), à Ásia, onde na Índia se escreveu sobre o golo do camisola 1, e África, no caso do Benim.

