
Silas, treinador do Sporting.
Filipe Amorim / Global Imagens
Silas fez a antevisão ao jogo da 23ª jornada da I Liga com o Famalicão.
Sente-se treinador a prazo?
"Nesse sentido ninguém falou comigo, mas eu falo com o Hugo Viana de várias coisas. O que eu sinto do clube é honestidade e lealdade. E eu também sou muito assim, honesto e leal. Quando vim para o Sporting sabia que o contrato ia até ao final da temporada, foi o acordo que fizemos e, portanto, não é preciso estar a falar disso todos os dias. A maior confiança que o Sporting me podia ter dado foi convidar-me para vir para aqui. Não têm de me dizer todos os dias se contam ou não comigo para a próxima época, somos muito honestos. O mais importante é o bem do Sporting, ambos queremos isso. E treinadores a prazo somos todos, até o Alex Ferguson no Manchester United foi. Não há profissão mais volátil que esta. Para desafios destes é preciso coragem, ser persistente e forte psicologicamente. Há muita gente que não sabe o que diz, mas sou muito forte psicologicamente e só assim se pode treinar um clube como o Sporting. Quem não quiser ouvir críticas não pode treinar um clube assim, temos de aprender a viver com a pressão."
Mathieu: "Mathieu ainda não está, infelizmente. Já começou a fazer alguma coisa mas não é suficiente para um jogador de 36 anos ter intensidade num jogo destes. Só não contamos com ele porque não podemos."
Relação com os jogadores: "Relação com os jogadores é muito boa. Todos os treinadores que são exigentes, naturalmente que há sempre frustração de sermos eliminados porque nenhum de nós estava à espera. Alguns correram 15 km e há frustração e desilusão de não termos passado. Mas não temos má relação por isso, se fosse o caso acabávamos sempre às turras. Na eliminatória formos superiores. Rematámos 37 vezes nos dois jogos e fizemos quatro golos. Mas é sempre difícil, porque eles tinham jogadores muito bons a nível individual. A nível coletivo somos mais fortes e fomos eliminados num jogo onde não esperávamos e numa eliminatória onde fomos superiores. Em casa devíamos ter dizimado o adversário e resolvido a eliminatória. Lá foi muito dividido, mas 37 remates e 4 golos numa eliminatória não é de uma equipa que joga mal. O resultado pode legitimar muita coisa, mas olhando para os dois jogos não fomos inferiores. Tivemos foi pontos que nos têm custado em outros jogos. Fora de casa há diferenças a nível de concentração. Não lhe consigo explicar porque é que em casa é assim e fora é de outra. São situações de bola parada e de vantagem numérica. Temos de ter um plus de concentração nas bolas paradas. Fomos melhores e acho que isso ninguém tem dúvidas. Uma coisa é perderemos quando não são melhores e outra é perdermos assim."
