
Godwin, avançado do Casa Pia, mostra-se encantado com Lisboa e com o futebol português, que considera ideal para as suas características.
Godwin foi a figura do último jogo do Casa Pia, ao marcar o golo da vitória caseira frente ao Varzim (1-0). O avançado nigeriano, de 25 anos, cumpre a segunda época no emblema de Pina Manique, que o resgatou numa altura em que as propostas escasseavam. "Tinha feito uma boa temporada no Roeselare, da Bélgica, e tinha acertado para me transferir para outro clube. Mas, com a pandemia, tudo parou. O aparecimento do Casa Pia acabou por ser um milagre. Gosto muito de Lisboa e adaptei-me facilmente. Esta Liga é boa para jogadores como eu, rápidos e com técnica", sublinha a O JOGO.
Dentro de campo, Godwin tem sido um dos destaques do Casa Pia, atual segundo classificado da Liga SABSEG. Com cinco golos marcados, o camisola 97 descreve-se como "um jogador polivalente, capaz de jogar em todas as posições do ataque". Aos poucos, recupera a confiança que parecia perdida, após uma lesão sofrida no início da época. "Fiz um hat trick ao Benfica B, mas, depois, fiquei de fora um mês. Já estou recuperado, embora ainda não esteja na melhor forma", garante, mostrando-se cauteloso nos objetivos: "Como jogador, quero ganhar todos os jogos, mas não me posso antecipar à administração do clube e dizer que queremos subir."
Para o avançado, "a união do grupo" e "a exigência do treinador Filipe Martins" têm sido os segredos para a boa campanha esta época. "Temos muita qualidade e ninguém tem lugar garantido no onze. Por exemplo, no ano passado, eu até era o melhor marcador, mas, por não ter trabalhado bem durante a semana, fui para o banco", conta.
Na próxima eliminatória da Taça de Portugal, o Casa Pia recebe o Sporting, naquela que será uma boa oportunidade para o dianteiro nigeriano se mostrar. "Todos queremos jogar contra as melhores equipas, embora para este clube não existam jogos grandes ou pequenos", antecipa.
