
Trubin e Sudakov jogam juntos no Benfica e na seleção da Ucrânia (Mário Vasa)
Mário Vasa
Anatoliy Trubin, guarda-redes do Benfica, concedeu uma entrevista ao portal ucraniano "Football24", publicada na segunda-feira
Sudakov contratado pelo Benfica: "O Benfica parecia uma opção quase impossível. Porque se o Shakhtar não aceitava 40 milhões de euros, então provavelmente esperava uma verba ainda maior. E, para o Benfica, ao que me parecia, não era prioritário fazer contratações por valores tão elevados. Com o tempo, algo mudou - não sei, talvez a retórica do Shakhtar. E estou muito contente que tudo tenha corrido bem. Para ele penso que é um passo em frente. Além disso, será mais fácil para ele adaptar-se aqui, o que é ótimo. Também estou muito feliz, porque não veio apenas um jogador ucraniano para a equipa, ele é também um amigo."
Diferença entre os campeonatos de Portugal e da Ucrânia: "O Sudakov resumiu isso de forma muito precisa: em comparação com o campeonato ucraniano, aqui quase todas as equipas têm um, dois ou três jogadores de altíssimo nível que criam perigo constante. Por isso, cada jogo em Portugal exige o máximo de ti. Não te podes dar ao luxo de não estar a 100 por cento. Infelizmente, na Ucrânia, por vezes, mesmo sem uma preparação ideal e com algumas falhas, ainda consegues jogar e vencer. Aqui, isso não acontece. É preciso estar sempre a 100 por cento, e talvez essa seja a principal diferença."
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Jogar pela seleção ucraniana e pelo Benfica: "A principal diferença é que, quando chegas à seleção, quase não há tempo. A última concentração, para ser sincero, foi talvez a mais curta desde que estou na equipa nacional. Penso que durou cerca de uma semana. Praticamente não tens oportunidade de treinar e preparar-te em pleno. É mais um trabalho de manutenção da forma física. No clube é diferente. Mesmo que o jogo seja daí a três dias, trabalhas todos os dias, preparas-te diariamente, há um processo de treino estável. Na seleção, chegas depois de um jogo, recuperas e, na manhã seguinte, já podes ter o treino de adaptação ao relvado. Portanto, na equipa nacional, o foco está mais em manter a condição física e, claro, em adaptarmo-nos ao adversário, analisando-o, mas para isso temos um período muito, muito curto"
Ucrânia vai defrontar a Suécia no play-off de acesso ao Mundial'2026: "Infelizmente, parece que não conseguimos fazer nada de forma tranquila e antecipada. O Mundial é, claro, um objetivo muito importante e grandioso. A última vez que lá estivemos foi em 2006, creio eu, por isso seria, sem dúvida, algo muito, muito bom para nós. E não apenas qualificarmo-nos, mas também apresentarmo-nos bem e tentar passar a fase de grupos. A primeira tarefa é chegar ao Mundial. Penso que este é um objetivo e um sonho não só para os jogadores, mas também para todos os adeptos, para todos os ucranianos. Quando a seleção joga, toda a gente vê futebol, mesmo aqueles que normalmente não o acompanham de perto."

