
O Estádio José Alvalade, "casa" do Sporting
Pedro Rocha / Global Imagens
Entre vendas, empréstimos e rescisões, os leões já resolveram 14 casos bicudos que lhes permitiram significativo alívio da carga salarial da corrente temporada
Em vendas e mais valias, a SAD garantiu um encaixe superior a 13 milhões de euros só com habituais suplentes. Renan Ribeiro, Matheus Oliveira e Idrissa Doumbia são situações ainda sem solução à vista
O Sporting resolveu mais uma situação contratual delicada, ao chegar a acordo com Abdoulay Diaby para a rescisão do vínculo que o jogador tinha assinado em 2018 e que era válido até 2023. Horas depois, o extremo era oficializado como reforço do Al Jazira, emblema orientado pelo neerlandês Marcel Keizer, que já em Alvalade tinha treinado o atleta.
Com esta operação, o Sporting poupa os dois milhões de euros que esta época teria de pagar ao jogador em salários caso este permanecesse no clube. E no total, desta forma, os leões aliviaram em cerca de dez milhões a massa salarial da temporada.
Só nos outros jogadores que rescindiram (Ivanildo Fernandes, Vitorino Antunes, Leonardo Ruiz e Lumor) o clube vai esta época poupar um total aproximado, entre estes cinco casos, de 3,5 milhões de euros, quantia que esta temporada sairia dos cofres do clube.
A esta verba há que acrescentar os salários dos jogadores que foram vendidos e que, como tal, o Sporting não irá pagar: Misic, Rosier e Maximiano, num total de 3,7 milhões de euros, aproximadamente.
Mas não se fica por aqui a poupança desta Direção em salários nesta temporada que agora está na fase inicial, uma vez que, pelo menos nos casos de dois dos futebolistas emprestados, a carga salarial foi substancialmente aliviada. Em relação a Battaglia, o Maiorca paga grande parte parte dos 2,8 milhões que o médio auferia em Portugal, o mesmo acontecendo com os sauditas do Al-Raed em relação a Eduardo Henrique, que ganhava 1,2 milhões brutos por cada ano nos leões.
No total da época, contabilizamos então os tais 10 milhões poupados em ordenados pela Direção de Frederico Varandas, a que podem acrescentar-se os 2,6 milhões que Lumor e Diaby iriam auferir na época seguinte, assim como os cerca de sete milhões que Misic, Rosier e Max iam receber em ordenados até ao fim dos respetivos contratos.
Quanto a vendas diretas, o Sporting encaixou neste defeso um total superior a 13 milhões, incluindo o encaixe das percentagens previstas nas vendas de Baldé, Gauld e Matheus Pereira.
Sporar vai engordar o mealheiro
Um dos casos que vai aumentar a poupança da direção leonina em salários é o de Sporar, que recebe dois milhões de euros brutos por cada época no Sporting, num contrato que é válido até o final de junho de 2025. O avançado esteve na temporada passada emprestado ao Braga, mas nesta deve rumar ao Middlesbrough, do segundo escalão inglês, que tem estado com os leões a tentar resolver um imbróglio fiscal que ainda não permitiu a conclusão da transferência. Espera-se que a oficialização ocorra nos próximos dias.
