
Leandro Tipote, que nas últimas épocas jogou na II Liga, foi decisivo na primeira vitória da época do Anadia, em casa do líder
Leandro Tipote, 25 anos, deu-se a conhecer quando na temporada 2019/20 foi peça importante na subida do Estrela da Amadora à II Liga. Antes, trilhara um percurso de formação todo ele feito no Sporting, ao lado de uma geração que tinha nomes a despontar como Rafael Leão, Rúben Vinagre e Daniel Bragança, entre outros. Esteve em Alcochete desde os sub-10 até aos sub-19, mas o caminho como sénior fez-se por outras paragens. Começou pelos sub-23 do Cova da Piedade, passou depois pelos sub-23 do Leixões até se mudar para o Estrela da Amadora, a meio da temporada 2019/20. Ali festejou a tal promoção ao segundo escalão e foi pela mão dos homens da Reboleira que debutou nos patamares profissionais. Em 2021/22 ajudou os amadorenses a conseguirem a permanência com três golos e cinco assistências. Na época anterior assinou pelo Vilafranquense, com 14 jogos efetuados, e tornou a mudar de ares no mercado de inverno para rumar novamente ao norte, mas agora ao Penafiel.
Esta temporada decidiu baixar de patamar para abraçar o projeto do Anadia. Com dois golos em quatro jogos, está a corresponder ao desejo de “explodir” para voltar a galgar divisões. A juntar ao plano pessoal, teve contributo decisivo no plano coletivo, pois foi dele o golo que deu os primeiros pontos aos bairradinos, no triunfo por 1-0 em casa do líder Amarante.
O Anadia venceu em Amarante, por 1-0, o líder do campeonato e conseguiu a primeira vitória da temporada. Foi um momento importante para a equipa?
-Foi muito importante. Estávamos à procura dos três pontos desde a primeira jornada e esta vitória em casa do Amarante pode ser um ponto de viragem para começarmos a fazer o nosso caminho.
O que faltou nos jogos anteriores para não terem conseguido conquistar pontos?
-Foram pequenos erros que nos custaram caro. Faltaram detalhes e também alguma da sorte que andávamos a procurar.
Que plantel é este que encontrou em Anadia?
-É um plantel com muita malta nova, com um grupo de jogadores que quer subir na carreira. Temos um bom grupo, um bom balneário, e bastante qualidade.
Fez dois golos e uma assistência em quatro jogos. No plano pessoal este está a ser um arranque positivo...
-Está, sem dúvida. Eu até podia ter feito melhor, já podia ter outros números, mas preparei-me bem e tenho sido feliz.
Que objetivo lhe apresentaram os responsáveis do Anadia para esta campanha na Liga 3?
-A ideia do clube é ambiciosa. Gostei da confiança que me transmitiram. Acredito na palavra das pessoas do Anadia e até agora não nos têm faltado com nada. Estou contente por ter aceitado este projeto.
E quanto à Liga 3, como avalia o nível competitivo?
-O campeonato tem uma enorme qualidade. Fiquei surpreendido, porque de facto talento não falta.
Onde gostaria de estar, daqui a dois a três anos?
-Não penso muito para a frente. Tenho objetivos a curto prazo. Estou na Liga 3, quero chegar à II Liga. Depois, quero a I Liga. E, se conseguir, não quero ficar por ali. Como chegar lá? Tenho de rebentar este ano.
Fez a formação no Sporting, onde conviveu com a geração de Rafael Leão, Daniel Bragança, entre outros. Jogou com vários craques...
-Era uma geração fortíssima e quase todos eles estão bem na carreira. Mantenho contacto com o Bragança, o Leão e o Rúben Vinagre, entre outros.
E entre o Tipote e o Rafael Leão, quem jogava a extremo?
Jogávamos os dois porque o Leão jogava muito a ponta-de-lança. Mas já dava para ver que ele era diferenciado e que iria longe.

