
Carlos Vicens
Lusa
Declarações do treinador do Braga na antevisão ao jogo frente ao Sporting, da ronda 25 da I Liga, agendado para as 18h00 de sábado
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Pode o Braga tirar vantagem do desgaste do Sporting do jogo com o FC Porto? "Obviamente vem com menos dias de preparação para o jogo, há uma diferença que temos de tentar aproveitar, que pode gerar para o nosso lado níveis de energia mais altos. O jogo vai ser intenso, entre duas equipas que vão tentar impor-se e atacar. Pode acontecer que a energia em certos momentos seja um aspeto importante."
Concorda com o treinador do Moreirense quando diz que o Sporting é a equipa mais forte da Liga? "Não sei se é a mais forte, mas é uma das equipas que mais gosto de ver, porque tem muita posse, tem jogo interior e joga para explorar a suas individualidade. O Sporting mostra em diferentes competições o competitivo que é, segue na Champions e na Taça. É uma equipa forte."
O Braga tem entrado em campo a marcar. Pode ser uma boa receita para este jogo? "Gostaria muito que fôssemos capazes de marcar dois golos nos primeiros 20 minutos. A verdade é que saímos para ganhar os jogos, uns dias sai melhor que outros. Mas também registo que a vitória no último jogo surgiu no final, o que significa que insistimos até final. E contra o Vitória, apesar de nos terem empatado duas vezes, conseguimos vencer. Há vários pontos de vista, mas temos de saber competir até final, em cada minuto pode acontecer muita coisa."
Com a baixa de Barisic, há regressos para balançar? "Gorby, Niakaté e El Ouazzani treinaram com a equipa durante a semana. Temos várias situações a ver, será o meu feeling e dos jogadores após o último treino a decidir."
Pode funcionar como referência de algo o jogo da primeira volta, que deu 1-1? "Não olho para o jogo da primeira volta, são muitos meses pelo meio, muitos jogos, uma evolução das equipas feita ao longo da temporada. Não serve de referência."
Como revolucionou os desempenhos de Zalazar para esta versão goleadora? "Em relação ao Zalazar, o trabalho consistiu basicamente em que ele tomasse consciência de que deve ser um centrocampista comprometido com a equipa. Rodrigo é um jogador que conhecíamos bem e percebíamos as suas condições para mudar os jogos. Fomos falar com ele, alertando que somos uma equipa que joga de forma diferente, tentando consciencializá-lo que íamos necessitar de intervenções mais constantes no jogo do que o víamos fazer. Tinha de estar conectado, participar continuamente. Mesmo tendo sempre os seus arranques e momentos, é um processo que leva tempo. Agora já o vemos mais conectado. Essa é a mentalidade que fazemos questão de inculcar a todos que jogam como médios, extremos ou avançados, que percebam a importância de estarem permanentemente conectados."

