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Dos pelados e das balizas às dezenas de golos, Soares passou por uma metamorfose enquanto jogador. O avançado contou o processo em entrevista ao Porto Canal.
Experiência na baliza: "Na baliza foi em Natal, quando eu tinha 12 anos. Ao lado da minha casa tinha um campo de terra, ia para lá jogar, mas eu gostava da baliza, ia para a baliza. Um amigo meu fez-me um teste de avançado e eu fiquei. Eu gostava da baliza mesmo, de me arranhar no chão. Mas quando fui para avançado comecei a gostar de fazer golos e deu certo".
Mudança para avançado: "Eu passei para avançado e havia competições, esse meu amigo, João Olímpio, colocou a nossa equipa na competição e houve uma seleção para escolher os melhores jogadores e eu comecei como ponta de lança e a titular. Ganhámos por 12-1 e eu fiz seis golos nesse primeiro jogo. Fomos vice-campeões do estadual sub-15 e eu fui o artilheiro".
A sensação do golo: "Eu jogava nos lados, nas alas, era rápido, cresci um bocado. Tinha um bom cabeceamento e aparecia na área para fazer golos. Quando se faz um golo a felicidade é diferente. Quando eu marcava um golo, queria mais. O meu negócio era fazer golo, viciei e não queria mais ir para a baliza. Quando fui artilheiro os meninos ajudaram-me".
Primeiro contrato: "O América deu-me o primeiro contrato profissional com 18 anos. Quando eu fui para o América foi como uma promessa, mas no Brasil o jogador da casa não tem oportunidade. Não dão valor à prata da casa".
Centro Sportivo Paraíba: "No América eu não jogava, treinava à parte, o presidente do CSP convidou-me e eu fui. Queria sempre estar a jogar, foi aí que a minha carreira deu um passo enorme. Quando eu estava no América não tive uma sequência de jogos, depois passei a jogar todos os jogos do campeonato, fiz trabalho de ginásio, ganhei massa muscular e cresci um pouco".
Títulos: "Título é título, quando se levanta uma taça o sabor é diferente. Tentei dar sempre o meu melhor, ajudar os meus companheiros. Consegui ser jogador".
Mudança para a Europa: "Todo o jogador quer vir para a Europa, eu não esperava vir para Portugal. Recebi uma ligação se tinha interesse em vir para o Boavista e eu disse que sim. Rescindi o contrato e fiquei sem clube e acabei por ficar em casa, não deu certo. Até hoje não sei o motivo. Mas no ano seguinte apareceu o Nacional, vim de novo e deu tudo certo".
