
Mesmo tendo falhado todas as metas propostas, treinador vai manter-se no cargo até ao final da época, apesar de já ter sucessor
A derrota com o Paços de Ferreira colocou um ponto final na meta dos 65 pontos traçada por Jorge Simão, mas, mais do que isso, hipotecou de forma quase definitiva a possibilidade de o Braga acabar a época no quarto lugar do campeonato. Os cinco pontos de desvantagem para o V. Guimarães, que na prática são seis - os arsenalistas perdem no confronto direto -, transformam esta possibilidade numa hipótese meramente académica. O falhanço de todos os objetivos propostos, mesmo os "mínimos", levará a uma inevitável saída de Jorge Simão, que, no entanto, só acontecerá no final da época.
O treinador orientou o treino de ontem, o primeiro de uma semana que antecede a receção ao Sporting, e não deu sinais aos jogadores de qualquer mudança comportamental em comparação com as últimas semanas. Pedir a demissão parece, por isso, estar fora de hipótese para o treinador, sendo que António Salvador também não tem a intenção de despedir Simão antes do final da época, mesmo que já tenha escolhido o seu sucessor para a próxima: Abel Ferreira, que ontem voltou a somar uma vitória (1-0) pela equipa B na receção à Académica e já ocupa o quinto lugar da II Liga.
Os resultados obtidos por Jorge Simão (oito vitórias, sete empates e seis derrotas) foram considerados "insuficientes" por Salvador, ainda que a avaliação ao trabalho diário do treinador também tenha recebido nota negativa por parte dos responsáveis da SAD.
