
Carlos André Gomes
CS Marítimo
Carlos André Gomes garantiu que quer manter o plantel como está, mas aceita até duas saídas. Estatutos devem ser revistos. Investidor não está descartado.
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Numa entrevista realizada esta sexta-feira ao site do clube, o presidente do Marítimo, Carlos André Gomes, manifestou o desejo de não perder nenhum atleta no mercado de transferências de janeiro. Contudo, se assim acontecer, sê-lo-á de forma controlada. "O mercado de janeiro é singular. Os ajustes far-se-ão conforme o mercado ditar e o que o mercado procurar. Se houver algum jogador que venha a sair, temos um plantel muito forte e funcionamos como uma equipa e com muita união". Mas complementou. "O mercado é que vai ditar o que vai acontecer. Se houver interesse e se os valores forem irrecusáveis podem existir mexidas. Se sair, sai um ou dois no máximo. A equipa está bem e muito forte. O que temos é para continuar. É jogo a jogo até ao fim", disse.
A terminar um ciclo de dois anos à frente do clube, Carlos André Gomes lembrou que teve de ser feito um investimento alto em infraestruturas que se encontravam "em estado de degradação progressiva".
E comentou também o plano financeiro lembrando vendas "de jogadores e um treinador" na ordem dos 5.5 milhões de euros. O que "permitiu ter sempre criado as equipas que criamos e acima de tudo respeitar os compromissos assumidos".
Após lamentar a fuga do playoff há duas épocas e da "instabilidade no ano seguinte", destacou a valorização dos jogadores e da anterior equipa técnica. Destacou ainda o trabalho que está a ser realizado por Miguel Moita destacando novamente um fator. "Uma equipa unidade, como sempre dissemos que seria a melhor arma para o sucesso. União da equipa técnica, profissionais do clube e a massa associativa".
Revisão estatutária é objetivo
Para o restante do mandato, Carlos André Gomes quer promover uma revisão estatutária, já que os estatutos têm artigos que se "contradizem".
Quer garantir através do estádio "receitas que deem sustentabilidade ao clube" para lembrar que o clube "é a maior marca desportiva da Madeira".
Depois, destacou a competitividade da II Liga. "Valores de luta, sacríficio, resistência, de cair e levantar-se rapidamente é fundamental para esta equipa. O segredo desta equipa tem sido a união e saber que para aquele jogo é para dar tudo".
Sobre o investidor, lembrou que esse cenário é quase uma obrigação. "Se queremos ser competitivos, toda a gente reconhece que somos um dos maiores de Portugal, temos de pensar num parceiro para levar este barco no bom caminho. Mas mantendo a identidade e o emblema e não quebre a ligação com os adeptos".
Comentou a centralização dos direitos televisivos, garantiu estar a negociar para as próximas duas épocas junto de operadores.
Finalizou a dizer que tem pedido à FPF para atribuir o título de campeão nacional em 1926. "O Marítimo gostaria que a Federação retomasse a contagem de Campeão Nacional. É um título que tem de ser considerado. E que pudéssemos juntar o título da subida de divisão seria perfeito".
