Rui Borges volta a elogiar Luis Suárez e aponta: "Se tivesse Gonçalo Inácio..."

Rui Borges
Mário Vasa
Declarações de Rui Borges após o Sporting-Nacional (2-1), jogo da 20.ª jornada da I Liga
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Luis Suárez disse que foi inteligente em vir para o Sporting. Hoje fez 25.º golo. Também foi inteligente ir buscá-lo e conseguir que jogue o que jogue? "O clube é muito inteligente porque tivemos a capacidade de o descobrir, apesar de já ser maduro. Queríamos um jogador maduro para aquela posição e sabíamos que ia ser impactante, importante. Valoriza-se ele e quem está ao lado, dele. A energia dele contagia, está com confiança, mas é sempre igual na capacidade de trabalho. A capacidade de finalizar, primeiro falha um golo fácil e depois faz dois golaços, um deles fora de jogo. Veio para uma grande equipa que o ajuda a crescer, quer sempre ser melhor, ouve o treinador e os jogadores e a primeira coisa que lhe disse hoje foi sobre o ataque à primeira zona. Está feliz por estar num grande clube".
Cansaço é a explicação para uma vitória tão tardia? O que é preciso para haver triunfos mais tranquilos? "Nas outras épocas todas não houve jogos em que marcaram aos 90'+6'? O jogo acaba quando o árbitro der sinal. É a coragem da equipa, o acreditar e mérito da equipa, que tem sido estupenda. As equipas cada vez defendem-nos mais e organizam-se melhor, porque o nosso caudal ofensivo tem sido grande. Mérito dos adversários por anularem armas nossas e depois, dentro dos condicionalismos dentro da equipa, temos de lutar contra isso. Mas se tenho o [Gonçalo] Inácio de início hoje, se calhar provocava outras coisas na linha defensiva do Nacional, ou o Zeno [Debast]. O Trincao só podia jogar pouco tempo por estar condicionado, o Pote está condicionado por vir de lesão... dentro disto tem de haver a crença e a capacidade individual, mas não ter jogadores condiciona um bocado. O Edu [Quaresma] fez um jogaço outra vez, mesmo com todos os condicionismos da máscara [de proteção facial], que condiciona muito, e o Ousmane [Diomande] foi competente, mas são diferentes dos outros dois. O Nacional deu-nos alguma profundidade e tínhamos de fazer passes assertivos mais longos. Mesmo assim a equipa foi competente e não é este ano, a época passada foi igual e a malta entrega-se de forma fantástica".

