Rui Borges: "Parece simples para o Nuno Santos, mas temos de ter paciência e ele percebe"

Rui Borges e João Simões
LUSA
Declarações de Rui Borges após o Sporting-Estoril da 24.ª jornada da I Liga
Os 60 golos nesta fase e a exibição: "É mérito do trabalho da equipa, dos treinadores, da estrutura. Tudo. É um todo importante no dia a dia do Sporting. Em relação ao jogo, duas partes diferentes. Entrámos fortes e foi importante criar desconforto ao Estoril, pois eles têm qualidade. Sermos proativos na reação à perda de bola. E fomos dinâmicos, que é a nossa imagem. Com qualidade chegámos à zona de finalização, marcámos dois golos na primeira, fizemos boa primeira parte. Na segunda começámos a falhar demasiados passes. Deixámos o Estoril ganhar essa confiança. Foram-se instalando mais vezes e com mais bola no nosso meio-campo, mais perto da nossa área. Mas a equipa esteve concentrada, rigorosa. O Inácio fez belíssimo jogo, dos melhores jogos que fez. O Diomande também, conseguiram manter essa ligação até ao fim, nos pormenores que podem sair caros. A obsessão de chegar à baliza era tão grande que acelerámos quando não devíamos. Depois a malta que entrou deu calma, com energia. Primeira parte de controlo com bola e a segunda mais sem bola. Jogo competente da nossa parte."
João Simões a perder espaço? "Não, trata-se de momentos, de estratégia. O Morita tem crescido, fez primeira parte e início de segunda estrondosa. Desde que cheguei, disse que era admirador do Morita. O João fez grandes jogos também, não perdeu lugar nenhum. Pelo contrário, estando a nível elevado torna a equipa mais forte, como o Daniel Bragança quando entrou, que está a ganhar confiança, tem qualidade."
Ainda se lembra de Gyokeres? A importância de Nuno Santos e Bragança terem estado no 3-0? "Penso nos que tenho. O Luís Suárez tem feito grande época, perdeu mais bolas que o normal, sem ser os golos. Ele próprio me estava a dizer isso. Ele é espelho do coletivo e nunca será do individual, tal como outros têm contribuído muito. Em relação ao 3-0, infelizmente a vida dá lesões, gostava que nenhum tivesse passado pelo que passaram. O Nuno de forma técnica a decisão dele é fenomenal, o Dani faz trabalho excecional na ameaça e na finalização. Mas o passe do Nuno até parece simples para ele. Queria tê-lo, ele está ciente. Para ser o melhor Nuno ele tem de perceber isso e percebe, trabalha como ninguém. Temos de ter essa paciência. Acima de tudo feliz por vê-los em campo."
Do Luís Guilherme que avaliação faz? Já é titular indiscutível? "Indiscutíveis não há. Tem jogado, tem correspondido rapidamente ao que é pedido, tem capacidade de se adaptar. Tem vindo a crescer, cada vez mais identificado com a ideia e dinâmica do coletivo. É um miúdo que vai ter futuro fantástico pela frente, mas tem de trabalhar porque está em equipa repleta de bons jogadores. É novo e está no seu caminho."
A mobilidade da equipa: "A mobilidade da equipa é a nossa imagem, não deixar os adversários confortáveis nas marcações. O futebol é dinâmico, exige muito coletiva e individualmente. Sabíamos que o Estoril ia pressionar alto, o Estoril joga bem, com dinâmica diferente defensiva em relação a nós, mas ofensivamente parecida à nossa com muita variação. Tivemos algumas dificuldades na segunda parte, houve momentos em que o Morita correu quilómetros. Era importante ligar mais longe e com linha de trás para fazer as paredes. Às vezes conseguimos antecipar, outras vezes no jogo conseguimos perceber isso. Mas a variabilidade é a nossa imagem. A equipa está superidentificada com o que é o nosso jogo."

