
Rui Borges
AFP
Rui Borges, treinador do Sporting, fez esta terça-feira a antevisão ao jogo em casa do Bodo/Glimt, relativo à primeira mão dos oitavos de final da Liga dos Campeões e agendado para as 20h00 de amanhã
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O Bodo/Glimit é a grande surpresa desta Champions. O que pesará mais nesta eliminatória? "Para mim o Bodo não é surpreendente, só para quem não os acompanha há muitos meses. Na época passada foram às meias-finais da Liga Europa, só perderam com o campeão e este ano já bateram equipas que, se calhar, são candidatas à vitória nesta competição. Diferenciar estas duas equipas... são duas com uma ambição enorme, muito competitivas e ambiciosas, determinadas em querer marcar história, nessa parte são muito idênticas. Na outra parte do jogo são duas equipas ambiciosas, cada uma com as suas armas, mas duas grandes equipas".
Características diferentes de um campo sintético. Falou com os jogadores sobre os cuidados a terem sobre isso? "Claramente que sim. Felizmente eles hoje em dia têm acesso a qualquer tipo de botas e têm de estar preparados para a exigência do jogo. Não servirá de desculpa, jamais será, mas [um relvado sintético] é um pouco diferente de jogar na relva. A bola salta mais se estiver seca, anda mais se estiver molhada, prende mais em rotações e é mais difícil para quem não está habituado, mas isso jamais servirá de desculpa, porque o Bodo/Glimt também tem sido uma grande equipa fora de casa. Mais do que isso, é olhar para a força coletiva de um Bodo bastante competitivo e intenso".
Nas últimas eliminatórias, o Sporting tem vacilado. Esta é uma oportunidade de fazer história? Questão física, Trincão joga? A malta está bem? "Espero que esteja bem, isto não pode servir de desculpa, mas em Braga sentiu-se algum quebrar física em termos gerais. Em algumas questões individuais isso nota-se, mas isso não é desculpa e, se lhes perguntarem, eles dizem todos que estão bem. Pelo desenrolar do jogo e pela equipa que vamos enfrentar, num sintético, que tem um impacto físico diferente de um relvado natural, existe essa particularidade do jogo. Vamos ter de estar atentos e perceber no treino quem está mais adaptado e quem está bem para percebermos qual será o melhor onze. Sobre a história, penso que o Sporting já a fez, agora é continuar a sonhar com os pés assentes na terra. O Bodo é um coletivo muito forte, que no seu contexto é uma equipa com muita posse de bola; no campeonato, não foi campeão, mas foi o melhor ataque e a melhor defesa; em 2024/25, em 24 jogos tem uma média de três golos marcados; uma fortaleza em casa e é a equipa da Champions com mais golos em contra-ataques e ataques rápidos. Isso mostra a sua força e temos de estar preparados".

