
Rui Borges
AFP
Declarações do treinador do Sporting após o empate (2-2) em Braga, na ronda 25 da I Liga
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Análise ao jogo: "Acaba por ser ingrato sofrer o golo aos 90'+3'. Nos três jogos que tive com o Braga, foi exatamente igual. É o que é, nós também já marcámos alguns golos além dos 90 minutos, o futebol é mesmo isto. Uma primeira parte em que entrámos muito bem, o Braga na primeira aproximação à nossa baliza fez o golo do empate, em que poderíamos ter feito mais e ter sido proativos. Mas fizemos uma primeira parte muito boa, com e sem bola, mais pressionantes, ganhámos rapidamente bolas quando as perdíamos. Na segunda parte, diferente, fomos caindo um bocadinho, perdendo timings de pressão, perdendo as referências. O Braga mete muita gente na zona da bola, é difícil ir com tanta gente ao centro do jogo buscar referências. O Braga teve mais bola, mas teve três remates em 90 minutos. Com as substituições melhorámos um bocadinho e estabilizámos mais. O Braga acaba por ser feliz, é o que é. É um ponto que somámos, há que levantar a cabeça e seguir o nosso caminho. No final do campeonato veremos qual foi a consequência deste ponto ou de não ter ganho os três".
Se o jogo com o Porto pesou no cansaço: "Não pode ser explicação. É natural que na segunda parte perder energia, não estávamos tão proativos para pressionar, para chegar perto das referências. O Braga mete muita gente no centro, fomos perdendo essa energia, mas jamais pode servir de desculpa para o que foram ou não capazes de fazer durante o jogo. Fizemos mais para ter feito mais golos. O Braga acaba por ser mais feliz, mérito para o acreditar deles. Há que seguir e não há que lamentar nada".

