Rudi Almeida a liderar Famalicão: "Estivemos perto e isso cria uma fome diferente"

Rudi Almeida tem vindo a destacar-se no ataque famalicense
FC Famalicão
Rudi Almeida, destaque na linha da frente dos minhotos, é a cara da ambição na nova fase da prova. O avançado soma sete golos e assume que quer conquistar o título. Em declarações a O JOGO, Rudi Almeida, que atravessa uma época de afirmação e é presença regular nos treinos da equipa principal, fala sobre a temporada e os objetivos do clube.
Rudi Almeida soma sete golos em 14 jogos e afirma-se como uma das figuras de um Famalicão que entra na fase de campeão da Liga Revelação com ambição renovada. Presença regular nos trabalhos da equipa principal e referência nos sub-23, o avançado de 20 anos vive uma época de crescimento sustentado, tanto no plano coletivo como individual.
A temporada famalicense conheceu algumas oscilações, mas nunca perdeu o rumo. "Houve momentos bons e outros menos bons, como acontece em qualquer equipa", analisa Rudi, em declarações a O JOGO. "A resposta foi sempre positiva. Mesmo com a mudança de treinador, que podia ter mexido muito com o grupo, sentimos que a equipa se manteve unida. Continuámos a acreditar no trabalho e isso fez a diferença."
O empate a duas bolas frente ao Leixões marcou o arranque da fase de campeão, uma etapa onde não há margem para distrações. Ainda assim, a aspiração mantém-se intacta. "Esta fase é completamente diferente. Todos os jogos são duros, todos os adversários têm qualidade, mas nós sabemos o que queremos: ganhar. Nos últimos anos, o Famalicão esteve sempre muito perto do título, sempre na luta, e isso cria uma fome diferente", garante.
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O próximo desafio leva o Famalicão a Viseu, frente a um adversário que entrou forte nesta fase decisiva. Rudi antevê dificuldades, mas mantém o foco. "Vai ser um jogo muito exigente, contra uma equipa que já mostrou a sua qualidade e tem seis pontos. Mas na primeira fase fomos lá ganhar e queremos repetir", assegura o avançado.
No plano individual, Rudi atravessa uma das épocas mais produtivas da carreira, embora rejeite leituras excessivamente centradas nos números. "Sinto que tenho ajudado a equipa e isso deixa-me tranquilo. Os golos dão confiança, claro, mas não encaro isso como um ponto de chegada. Ainda há muita época pela frente e sei que posso crescer muito mais e ajudar o grupo", diz.
Com o golo como principal cartão de visita, Rudi vê-se longe do rótulo de finalizador puro. "Não sou um avançado que vive só para marcar. Gosto de participar no jogo, de baixar, de ligar com os médios, de criar espaços para os outros. Tento ser um avançado que dá soluções à equipa em vários momentos do jogo", acrescenta.
O bom momento não passou despercebido à estrutura famalicense. As chamadas à equipa principal têm sido cada vez mais frequentes e representam um passo natural no seu percurso. "O Famalicão trabalha muito bem a ligação entre os sub-23 e a equipa A", destaca. "Treinamos muitas ideias iguais, o mesmo sistema, e isso torna a adaptação mais fácil. Quando somos chamados, não sentimos que estamos num mundo completamente diferente. Para mim, essas oportunidades são muito importantes, porque nos fazem perceber que estamos no caminho certo".
Partilha relvado com irmão gémeo
Rudi divide o campo com alguém que o conhece melhor do que ninguém: o irmão gémeo, Martim Almeida. Uma presença constante desde os primeiros passos no futebol. "Eu nem sei o que é jogar sem ele. Sempre estivemos juntos. É algo muito natural para nós", assume. Essa ligação transpõe o balneário e reflete-se no jogo. "Faz a diferença, sem dúvida. Há muita química, muita confiança. Mesmo agora, com ele a jogar mais recuado, continuamos a entender-nos muito bem. Sendo gémeos, essa ligação é ainda mais forte".
