
Rúben Amorim, treinador do Sporting
Gerardo Santos / Global Imagens
Declarações de Rúben Amorim, treinador do Sporting, na sala de Imprensa, após a derrota caseira no dérbi com o Benfica, 0-2, em jogo da 30.ª jornada da Liga Bwin.
O que o deixou menos satisfeito: "O resultado. O jogo começou com o Sporting a querer tomar a iniciativa. O Benfica acaba por fazer um golo de uma bola batida e depois, aí, defendeu muito baixo, retirou-nos muito espaço para jogar e nós estivemos desinspirados, ao longo de todo o jogo. Nos cruzamentos, nas decisões, nas bolas paradas, em que podíamos criar muito perigo, porque chegávamos lá muitas vezes e eles cortavam muito a bola para canto. Nesses pequenos pormenores, não estivemos inspirados e isso, com o desenrolar do jogo, criou-nos alguma ansiedade, e depois, como tínhamos de fazer dois golos - não interessava o empate, tínhamos de fazer dois golos - arriscámos tudo. Nem sempre corre bem. Tínhamos muita gente na área, mas não escolhíamos bem o sítio de onde cruzar. Foi isso, durante o jogo: uma equipa a defender mais baixo, numa vantagem, sempre à espera das transições, e nós com mais posse, mas sem grande inspiração para criarmos grandes oportunidades. Acabámos por criar e, mesmo no último passe, no último remate, a inspiração não esteve lá e acabámos por perder. Foi essa a leitura: uma transição no início, uma transição no fim, fizeram o resultado e foi isso o jogo."
Desinspiração veio da organização defensiva do Benfica ou da incapacidade de encontrar espaço: "A inspiração não tem a ver com os adversários. Tem a ver connosco. Obviamente, o Benfica dificultou, porque defendeu muito baixo e com muita gente à frente da linha da bola. Já é difícil quando há inspiração. Não tivemos inspiração em nenhum dos nossos jogadores, faltou-nos sempre o último passe, o último cruzamento, o último passe. Essa inspiração vem de nós e não tanto do adversário."
Benfica preparou melhor o jogo: "Em relação à estratégia, o resultado dita tudo. Porque houve uma equipa que defendeu, fez a sua estratégia muito baixo, nem é no seu meio-campo, foi no último terço, à espera dos nossos erros e no nosso balanceamento. E foi isso, claramente, que aconteceu, sendo que o primeiro golo... Não há problema em dizer que foi oferecido por nós, porque a bola está completamente parada, quase no bico inferior da área e há um pontapé na frente e nós não conseguimos limpar a jogada. A estratégia que vence é sempre a melhor. Há que pensar agora na quinta-feira e que o treinador do Sporting tenha uma melhor estratégia para vencer o jogo, que vai ser muito difícil. Temos de marcar dois golos no Dragão e é isso que vamos tentar fazer."
Sporting piorou com as substituições: "Talvez tenha ficado pior porque o treinador, se calhar, tirou os jogadores de posições erradas. Não digo jogadores errados, mas as posições. Metemos o Palhinha porque entendemos que o Neto sendo central e o Palhinha muito forte a parar transições, um médio com capacidade de carregar a bola, não funcionou muito bem. Depois, voltámos a tentar meter o Esgaio, portanto, modificámos muito a estrutura da equipa, e talvez por aí os jogadores sofram um pouco, mas a responsabilidade não é dos jogadores."
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