
Aos 37 anos, Ricardo Quaresma é o principal perigo do V. Guimarães
Gonçalo Delgado/Global Imagens
Influência de Ricardo Quaresma cresce de jogo para jogo. Entre os mais empreendedores, ganhou a dianteira a André André e Estupiñán numa recarga a um penálti arrancado pelo capitão, frente ao Rio Ave
A experiência e o talento de Ricardo Quaresma têm sido uma mistura explosiva e preciosa para o V. Guimarães. O extremo de 37 a nos regressou em grande ao futebol português e depressa se tornou numa referência, funcionando como contrapeso à falta de rodagem competitiva das jovens promessas do plantel.
É o jogador vitoriano com maior participação em golos no campeonato (percentagem de 36%), como reflexo de cinco assistências e de três remates certeiros. Mas não se limita a isso, como se viu na partida com o Rio Ave, ao ter sido o que mais faltas cometeu (cinco) na ânsia de ganhar bolas e inverter o resultado negativo no marcador, além de ter somado tantos remates (três) como Óscar Estupiñán.
O espírito guerreiro do Mustang está bem vivo e manifestou-se, inclusivamente, quando foi chamado a marcar um penálti: reagiu à defesa de Kieszek e, numa recarga, assinaria o 1-2, injetando um pouco mais de adrenalina na equipa, num jogo em que o Vitória esteve sempre em desvantagem no marcador. Nesse preciso momento, deixou para trás Estupiñán e André André, outras figuras proeminentes dos minhotos pela capacidade de definição na zona de tiro.
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O avançado colombiano contabiliza seis golos e uma assistência, enquanto o capitão, sobre quem Filipe Augusto cometeu falta para o penálti convertido por Quaresma, já atirou para o fundo das redes em cinco ocasiões e fez dois passes para golo.
O rei dos cruzamentos que até já superou Messi
Os cruzamentos açucarados (muitos de trivela) são a principal especialidade de Quaresma. O extremo lidera o ranking da liga com um acumulado de 92, à frente de Corona (79) e Esgaio (77), surgindo ainda em segundo lugar na tabela dos que somam mais dribles (120).
Em janeiro, segundo o Goal Point, foi o jogador das principais ligas europeias com maior contribuição ofensiva nos remates da sua equipa (50,5%), à frente de Messi (50,2%).
