
Rúben Amorim, treinador do Sporting
EPA
Palestra: Rúben Amorim não gostou das facilidades permitidas ao Casa Pia e lembrou que o cenário não se pode repetir em Turim
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Rúben Amorim explicou logo depois do jogo contra o Casa Pia que não tinha gostado da exibição no Jamor, apontando deficiências com a bola no pé como na reação à perda. O treinador do Sporting expressou à equipa a insatisfação e disse explicitamente que se os leões permitirem tantas veleidades à Juventus, em Turim, como fizeram no último domingo, diante dos gansos, não sairão com um bom resultado da primeira mão da eliminatória contra os italianos.
Treinador insurgiu-se com perdas de bola e alguma apatia defensiva. Afirmou ao balneário que acredita no terceiro lugar se o Sporting não perder mais pontos no campeonato e pede foco até final da Liga.
A intensidade, a "fome" como o líder do balneário leonino costuma referir, esteve aquém do desejado e Amorim considerou que os jogadores estiveram desconcentrados e não tão predispostos ao esforço como costumam estar em jogos grandes ou em partidas europeias. O treinador explanou em conversa coletiva que a defesa pagou os erros da definição do ataque, mas que também demorou a reagir à perda da bola. Por isso mesmo decidiu alterar, ao intervalo, dois centrais, retirando Matheus Reis e Diomande para fazer entrar Inácio e St. Juste. Mas também no meio-campo optou por lançar Morita ao intervalo, adiantando Pedro Gonçalves. A vontade era perder menos bolas e com estas alterações o treinador tentou abanar com a equipa, passando uma mensagem de desagrado.
O jogo com o Casa Pia foi o quarto com mais perdas de bola dos leões e o terceiro em que consentiu três golos na Liga
Sem entrar em qualquer responsabilização individual, as trocas não mudaram o coletivo e o Casa Pia continuou a ser perigoso. Os gansos foram a terceira equipa mais eficaz a rematar à baliza leonina na Liga (5 em 7 tiros) e o Sporting teve o quarto jogo com mais perdas de bola no campeonato (111), só atrás das vitórias apertadas, por 2-3 e 0-1, com Chaves (119) e Rio Ave (124) e na derrota caseira por 2-0 contra o Chaves (120). São, naturalmente, dados que servem de aviso à navegação para o embate contra uma equipa, a Juventus, que vê na Liga Europa a prova prioritária da temporada, até para poder ir à Liga dos Campeões em 2023/24.
Ao que O JOGO pôde apurar, apesar do apertão o treinador deu também confiança. Salientou a vertente criativa do ataque leonino para produzir quatro golos e disse acreditar que o pódio no campeonato é possível se o Sporting vencer as sete jornadas em disputa. O técnico sentiu que o empate em Barcelos, que deixou os leões a cinco pontos do Braga, desalentou o plantel.
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Irritação pela dificuldade em gerir
Tal como O JOGO noticiou, Amorim delineou, junto dos jogadores, como seria importante resolver os jogos cedo, sabendo que, em abril, o Sporting tem oito encontros para disputar. Esse compromisso não tem sido alcançado e obriga a usar os principais titulares mais tempo. Deixou Morita no banco a pensar no jogo de quinta-feira, tirou Chermiti também porque não tem Paulinho disponível para Turim e substituiu Esgaio para dar voltagem com Arthur. Não deu para guardar Trincão, Edwards, Nuno Santos ou Pedro Gonçalves, por exemplo.
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