
Paulo Jorge Magalhaes
Reforços caros e pouco utilizados: um ponto fraco da época, de acordo com o presidente do Braga, que falou em exclusivo a O JOGO
José Peseiro perdeu jogadores importantes e alguns dos substitutos que pediu continuam, até agora, sem efeitos práticos na equipa. Salvador não os descarta para já.
José Peseiro não contou com Rafa...
-Isso é muito subjetivo. Na época anterior, o Braga vendeu seis titulares: Pardo, Danilo, Éder, Ederlan Santos, Zé Luís e Rúben Micael. E quando o Paulo Fonseca chegou, só o Pardo ainda não estava vendido. Apesar disso, disse-lhe que tínhamos de preparar um plantel com as mesmas ambições. Provavelmente, no início da última época também toda a gente dizia que tínhamos uma equipa pior do que no ano anterior e acabámos por fazer uma grande temporada, culminada com a vitória na Taça de Portugal. Este ano saíram Rafa, Luiz Carlos, Boly e Josué, quatro titulares, mas não considero que a equipa esteja mais fraca. Os jogadores que vieram tiveram o aval do treinador. Fomos buscar o Ricardo Horta (um internacional A) para o lugar do Rafa; fizemos um grande esforço financeiro para contratar o Tomás Martínez, um jogador que o Peseiro nos pediu muito; saiu o Boly e contratámos o Rosic, que já provou ser um central de grande qualidade. Ou seja, saíram quatro titulares, mas chegaram muitos jogadores de qualidade.
O Braga pode dar-se ao luxo de gastar mais de um milhão de euros em suplentes como Tomás Martínez ou Bakic?
-É evidente que não. O esforço financeiro que fizemos com esses jogadores obrigava-os a ter rendimento desportivo imediato e isso foi algo que não aconteceu, mesmo que tenham sido dois jogadores indicados pelo José Peseiro. Aliás, quando o Luiz Carlos saiu, ele pediu-me o Bakic, que já tinha mostrado qualidade no Belenenses.
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