
Sporting's Portuguese midfielder Pedro Goncalves reacts during the Portuguese League football match between Sporting CP and SL Benfica at the Jose Alvalade stadium in Lisbon on April 17, 2022. (Photo by PATRICIA DE MELO MOREIRA / AFP)
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O melhor marcador da época passada na Liga teve uma quebra generalizada em 2021/22, a começar nos golos mas não só, o que ajuda a explicar o atraso leonino para o FC Porto.
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Depois de uma temporada onde deslumbrou, dentro e fora de portas, Pedro Gonçalves tem caminhado ao longo de 2021/22 longe da exuberância da primeira época vestido de verde e branco.
O facto mais evidente da discrepância exibicional de Pote é o número de golos apontados: o melhor marcador dos leões - e da Liga - na última temporada, somou 23 tentos, vai apenas em 14 apontados até agora. Mas, fora isso, também em muitos outros aspetos onde o avançado se destacou, se nota uma quebra de monta e a qual, em muito, ajuda a explicar a grande diferença pontual (nove pontos) dos leões para o FC Porto na Liga.
"A vida é feita de altos e baixos. Tudo passa e quinta-feira [amanhã] esta equipa vai provar mais uma vez que está à altura deste símbolo", escreveu o extremo no "Instagram" depois do dérbi onde foi titular e acabou substituído aos 59". O golo, que foi imagem de marca da época de estreia de Pote no Sporting, tem andado mais longe do jogador leonino do que ele estava habituado e isso tem expressão no tempo que o jogador de 23 anos precisa para festejar um tento: agora precisa de 183 minutos por cada golo, em 2020/21 só necessitou de 132". "Ele [Pedro Gonçalves] ainda não conseguiu embalar e onde ele não está muito bem é com bola. Mas a capacidade de preencher espaços, de pressionar, isso esta lá", assegurou Amorim após a derrota de Alvalade com o Benfica, num assumir de que o médio poderia estar num patamar superior por esta altura.
Para muito do que têm sido as dificuldades de Pote na temporada presente contribuiu a lesão que o tirou de competição todo o mês de setembro do ano passado. Uma inflamação no pé esquerdo impediu o atacante de, como vincou Amorim, "embalar", muito embora até tenha tido um excelente mês de novembro, onde somou sete golos, com relevo para os bis a Besiktas e Dortmund na Champions. Mas o momento não se prolongou com o mesmo fulgor até agora e os números de Pedro Gonçalves revelam isso mesmo. Por exemplo, a eficácia de remate do camisola 28 caiu para metade quando comparada com o desempenho de 2020/21: está com 13,3 por cento em contraponto com os 27,7 da época transata. Esse Pote do passado bem falta tem feito a Amorim no presente em aspetos como os duelos ganhos (caíram de 37,1% para 35,7%), nos dribles (de 44,8% para 39,4%) e, até, nos cruzamentos (de 35,2% para 30%).
Com quatro jogos na Liga ainda pela frente, mais um na Taça de Portugal (que podem ser dois, se o Sporting eliminar amanhã o FC Porto e seguir para a final da competição), Pedro Gonçalves procura retificar o seu caminho e terminar em alta, mesmo precisando de nove golos no que falta disputar para igualar o desempenho da temporada anterior.

