
João Palhinha defronta Benfica, em 2022 (créditos: Gerardo Santos / Global Imagens)
Declarações de João Palhinha, médio da Seleção Nacional e do Fulham, ao programa Alta Definição, da SIC
Mudança para o Fulham, em Inglaterra: "Sabia que mais tarde ou mais cedo ia acontecer e o que mais me custou foi deixar a minha família. Tinha a minha mulher grávida... Como me safava? Foquei-me no campo, além de também ser uma pessoa desenrascada. Hoje sou feliz, mas sempre que posso, vou a Portugal."
Nascimento do filho João Maria: "Quando ele diz 'papá' é uma bênção, derrete-me completamente... Temos de aproveitar o tempo completo com eles. O nascimento dele foi o dia mais importante da minha vida. Desde o falecimento dos meus avós que não via a minha mãe com um sorriso daqueles. Iluminou a nossa família depois de uma fase de grande sofrimento. Falei com o míster Marco Silva e ele deu-me dois dias para assistir ao nascimento. Regressei para jogar com o Everton, mas voltei logo no fim de semana seguinte. A minha mulher [Patrícia] chorou mais. Eu sorri muito”.
Picardias dentro de campo: "Não sou o Nuno Santos [risos]. Não sou um Nuno Santos, não sou um Pote, que esses sim, são 'pica miolos'. Eu sou mais tranquilo... Não ligo a provocações, tento sempre focar-me no jogo e não no que vem de fora”.
Na formação, esteve para rumar ao Benfica, mas acabou no Sporting: "Estava naquela altura em que não achei que as coisas fossem acontecer. Era júnior de primeiro ano e são poucos os casos que conseguem chegar a um patamar alto, não estando num grande. Há um jogo [ao serviço do Sacavenense] em que o míster Abel Ferreira [então técnico sub-19 do Sporting] me abraça, mete a mão no meu ombro e diz: ‘Queres vir jogar connosco em janeiro?’ Fiquei com dois sentimentos. Um quando disse que sim, um 'claro que sim', outro depois, ao pensar que não queria passar pelo mesmo desgosto que passei pelo Benfica. Na altura, fui treinar ao Seixal - na altura o míster era o Bruno Lage -, treinei bem e criei esperanças. Vi o Bernardo Silva, o João Cancelo e criei ilusões que aquele espaço também iria ser meu. Não me disseram mais nada... Quando o míster Abel me convida, ainda faltavam três, quatro meses para janeiro. Além dele, houve alguém que teve um papel muito importante nesse processo, o senhor Aurélio Pereira, que falou com os meus pais. Foi um dos grandes impulsionadores, mas também muito sincero. Disse-me que não ia jogar muito no primeiro ano, mas as coisas acabaram por correr de forma diferente e até ia treinar na equipa principal, com o míster Jesualdo Ferreira”.
