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Simões de Almeida, que trabalhou com o ainda diretor-geral na sua primeira passagem por Alvalade, vê semelhanças com a forma como este saiu em 1998 e gostava de saber quem ele quis visar
Octávio Machado reagiu com palavras duras para dentro de "casa" ao ver publicada a informação de que tinha enviado à SAD a carta de rescisão para abandonar a estrutura leonina no final do corrente mês, mas não concretizou quem é o visado, situação que Simões de Almeida, entre muitos sportinguistas, gostaria de ver esclarecida.
"É um cobarde, sem-vergonha e que só tem prestado maus serviços ao futebol", disse o ainda diretor-geral para o futebol profissional do Sporting, referindo-se à suposta fonte da informação da sua saída iminente. Ouvido por O JOGO, Simões de Almeida (antigo vice-presidente do Conselho Diretivo e administrador delegado da SAD), responsável pela primeira passagem de Octávio Machado pelo Sporting de 1995 a 1998, já esperava um desfecho similar para o Palmelão, recordando que foi assim naquela altura.
"Fui eu que coloquei o Octávio Machado como treinador quando saiu o Robert Waseige e na altura ele também deixou o clube chateado comigo. Mas estava enganado. Ele não sabia o que se passava", começou por recordar Simões de Almeida, que desafiou Octávio a concretizar as acusações: "Não percebo se sai ou não... Diz que não, mas enviou a carta... É sempre assim, tem frases bombásticas e depois não se percebe o que diz ou a quem se refere. Fala em cobardes, é o discurso dele. Não vai mudar agora. Ele pensa que as pessoas sabem a quem se refere, mas não sabem. O discurso não me é estranho, mas ficamos à espera que ele explique."
Simões de Almeida revelou estar "convencido de que não durava muito". "Mas se ele agora quer sair, o que é que o Sporting pode fazer?", questionou.
Jesus independente do "parceiro"
O futuro de Jorge Jesus não está umbilicalmente ligado ao de Octávio Machado no Sporting, considera Simões de Almeida, ciente de que foi o técnico a promover o regresso do Palmelão ao clube para ficar perto dele e do grupo de trabalho. "Nunca percebi o que Octávio Machado fazia agora no Sporting ou o porquê de o Jorge Jesus o querer lá, até porque queria na mesma um diretor desportivo. Deve ter falado sobre a saída com o Jorge Jesus. A situação de um não deve estar ligada à do outro", comentou o antigo dirigente verde e branco, que não espera uma saída conjunta do clube.
