
Filipe Amorim/Global Imagens
O Belenenses foi a equipa que melhor aproveitou os lances de estratégia frente aos leões, numa lacuna patente desde o início da Liga, mas que se agravou na segunda volta da prova.
O Sporting sofreu três golos de bola parada na última jornada da Liga, com o Belenenses (1-3), aumentando para 12 os tentos sofridos em jogadas de estratégia na prova. Uma vertente que, de resto, já custou ao leão mais de um terço (três penáltis, dois livres diretos, cinco livres indiretos e dois cantos) do total de 33 golos encaixados.
Após o balde de água fria matinal imposto pelos azuis do Restelo, Jorge Jesus, apontou o dedo à juventude e inexperiência de alguns jogadores: "O Belenenses soube jogar com um momento de jogo: as bolas paradas. Somos fortes nas bolas paradas, mas desta vez perdemos rigor devido à juventude e inexperiência. Em dois dos golos, também se deveu ao facto de dois jogadores estarem um bocadinho fora da equipa. Não soubemos fazer a movimentação coletiva. Não fomos capazes de anular lances fáceis de anular."
Em termos globais, de facto o número de golos sofridos desta forma duplicou na segunda volta da Liga (oito face aos quatro da primeira metade), quando a SAD reformulou o plantel, promovendo o emagrecimento salarial e o rejuvenescimento do mesmo (saídas de Elias, João Pereira, Petrovic, Meli, André e Markovic; ingressos de Palhinha, Geraldes e Podence), mexidas que, contudo, não alteraram muito o figurino de habituais titulares. Apesar do citado incremento de golos de bola parada, só um miúdo menos batido nas movimentações coletivas da equipa estava em campo na altura de cada um dos festejos do rival - Matheus Pereira cometeu o penálti que deu o 1-1, depois saiu e quando os azuis marcaram os outros dois tentos, de livre indireto, era Francisco Geraldes a jovem promessa no relvado.
Na baliza, embora vindo de uma prestação brilhante no Europeu, Rui Patrício não tem sido tão decisivo como noutras alturas - o seu suplente Beto foi utilizado em duas rondas. O Sporting consentiu 246 remates, 96 deles à baliza, dos quais 63 foram defendidos (65,63% de taxa de sucesso, segundo dados da OPTA, abaixo de Benfica, com 81,4%, e FC Porto, com 78,57%).
