
Nuno Santos ouve Rui Borges antes de entrar em campo
Lusa
O Sporting lançou, esta quarta-feira, um documentário sobre a recuperação de Nuno Santos de uma rotura do tendão rotuliano
O Sporting partilhou, esta quarta-feira, no Youtube, um documentário sobre o percurso de Nuno Santos na recuperação de uma lesão que o retirou dos relvados por mais de um ano.
O ala-esquerdo confessou que considerou terminar a carreira, após a lesão, e recordou o momento em que contraiu o problema físico, frente ao Famalicão, na época passada: "Não teve nada a ver com o jogador do Famalicão, magoei-me sozinho. Não tive a dor no joelho, mas quando olhei para o joelho, vi que a rótula estava mais acima, não conseguia esticar a perna. O meu joelho estava todo dobrado. Sou um jogador que suporta muita coisa, mas ali estava desesperado, quando olhei para o joelho quase perdi os sentidos. Sempre disse que, se voltasse a ter uma lesão muito grave, desistia de jogar futebol. Já perdi muitos anos da minha vida com isto. Só eu sei o que eu passo, tal como a minha mulher, os meus filhos e os meus pais. Sofri com dores durante um ano, mas ainda vou dar muitas alegrias à minha família e ao Sporting.
O treinador do Sporting, Rui Borges, elogiou a resiliência do jogador de 31 anos: "No dia em que cheguei, brinquei com o Nuno e disse "agora que eu cheguei ao Sporting, tu estás aleijado". É alguém que aprendemos a admirar, pela sua entrega, resiliência, capacidade competitiva, além da sua qualidade técnica. Faz sempre coisas diferentes, toda a gente fica fascinada. Via-o totalmente focada na recuperação. Se alguém conseguiria recuperar desta lesão, seria o Nuno. Se fosse, não teria a capacidade de trabalho e sofrimento dele, é muito invulgar."
O médico do clube, João Pedro Araújo, explicou a gravidade da lesão que Nuno Santos sofreu: "É das lesões mais graves que um futebolista pode ter. Metade dos atletas que a tem não consegue voltar a fazer a atividade de que tanto gostam."
Diana Santos, esposa do jogador, contou a sua experiência no apoio a Nuno Santos, principalmente nos primeiros meses após a lesão: "Precisava de mim para tudo, para se levantar do sofá, para se sentar, para ir à casa de banho, durante a noite tinha de acordar para ele ir à casa de banho, punha o despertador para lhe dar a medicação."

