Nem o título levou a um maior risco no mercado: o Sporting mais frugal desde 2015

epa09424048 Sporting's Ruben Vinagre (R) in action against Belenenses SAD's Chico (L) during the Portuguese First League soccer match between Sporting and Belenenses SAD at Alvalade Stadium in Lisbon, Portugal, 21 August 2021. EPA/MARIO CRUZ
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Sporting contratou Virgínia, Vinagre e Sarabia por empréstimo, Gonçalo Esteves Livre, e pagou por Esgaio (5,5 M€) e Ugarte (6,5 M€).
O Sporting investiu apenas 12 milhões de euros em reforços na janela de mercado de verão para atacar a temporada 2021/22, na qual aposta na revalidação do título nacional e ainda numa prestação digna na Liga dos Campeões.
A mencionada despesa em reforços é a mais baixa desde 2015/16, época em que o leão gastou 9,2 milhões de euros, tendo falhado a entrada na liga milionária pouco antes de o mercado fechar (caiu ante o CSKA de Moscovo no play-off).
Como se pode ver no quadro nestas páginas, que recolhe dados das dez últimas temporadas, nas últimas cinco épocas o Sporting investia sempre no defeso valores que rondavam os 20 milhões e até aos 30. Um investimento que, contudo, era espelho de maiores receitas em vendas (neste verão, o leão somou apenas 18,6 M€ em saídas). O Sporting não conseguiu a desejada grande venda (tem a de Nuno Mendes em vista para o próximo verão, caso o PSG acione a opção de compra de 40 milhões), mas alcançou na mesma o equilíbrio financeiro e estofo para enfrentar as dívidas e as despesas correntes graças à antecipação de receitas da Champions (o bolo que cabe aos leões, para já, é de 27 milhões de euros). Além disso, com mais de 20 saídas de jogadores excedentários, o clube poupou cerca de 15 milhões em ordenados, o que também alivia a pressão financeira.
Os mencionados 12 milhões de euros gastos nesta época correspondem a apenas dois jogadores, de um total de seis contratações para o plantel principal: Ricardo Esgaio representou despesa de 5,5 milhões e Manuel Ugarte de 6,5 por metade do passe. Além destes, os verdes e brancos asseguraram três empréstimos, casos de João Virgínia, Rúben Vinagre e Pablo Sarabia. E ainda pescaram na formação do FC Porto um reforço a custo zero, o jovem lateral-direito Gonçalo Esteves, que trabalha com Amorim embora ganhe minutos de competição na equipa B.
E se a SAD não era tão poupada desde 2015/16, outro facto curioso é que não mexia tão pouco no grupo desde 2012/13, ano em que foram contratados também seis reforços (Marcos Rojo, Valentín Viola, Zakaria Labyad, Danijel Pranjic, Khalid Boulahrouz e Gelson Fernandes). A coesão e bom funcionamento do grupo campeão, do qual saiu apenas uma unidade titular (Nuno Mendes), explica o rigoroso cumprimento do plano de austeridade.
