Mourinho: "No maior penálti, Pavlidis não caiu. Se formos por esta I Liga fora..."

José Mourinho
AFP
Declarações de José Mourinho após o Tondela-Benfica (0-0), jogo da 20.ª jornada da I Liga
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Condições do relvado tiveram influência neste empate? O Benfica está a cinco pontos do Sporting e pode ficar a 12 do FC Porto, este é o adeus definitivo ao título? "Não, no Benfica não há adeus ao fundamental. É dar tudo o que tem e ir aos limites. Obviamente que, de um modo muito pragmático, matematicamente é possível, mas é muito difícil conseguir anular uma diferença que pode ser de 12 pontos. Mas isso não muda o rumo do grupo, que é unido, trabalha bem, respeita o clube que defende e, nesse sentido, podemos estar a cinco ou 50 pontos, isso não muda a responsabilidade de trabalhar para o Benfica. O relvado são as condições possíveis. Nao penso que o Tondela criou estas condiçoes para dificultar o jogo, foram as condições climatéricas que levaram a um relvado pesado e a um vento estranho, que parecia às vezes lateral e depois frontral, difícil de se jogar e para conduzir bola e óbvio que prejudica a equipa que quer jogar e ganhar, mas se criamos 20 a 30 situações de golo, é porque o campo permitiu, portanto não quero dizer que foi pelo campo que não ganhámos, foi porque não marcámos".
Como se gere a equipa no aspeto emocional? Explicação para a falta de eficácia? "Gere-se com base nos princípios do Benfica, que também são os meus. Somos muito parecidos nisso e quando voltamos ao trabalho, é com o máximo de profissionalismo. Os jogadores obviamente não estão contentes, mas acho que eles já me conhecem o suficiente e não deviam estar à espera de que eu chegasse ao balneário aos pontapés às portas. Eles sabem o que é ou não aceitável, golos falhados são golos falhados e o Bernardo [guarda-redes do Tondela] defendeu muito. Às vezes é também injusto falar em golos falhados, porque tem de haver justiça com o rapaz, que fez um trabalho extraordinário, mas também tem a ver com o ADN da equipa. Ok que marcámos quatro golos ao Real Madrid, mas podíamos ter marcado oito e não somos uma equipa com um ADN de muita gente a marcar golo. Depois também não temos o ADN de - não é de simulação, mas de atração ao penálti - porque no maior penálti que estava aqui hoje para ser marcado, o Pavlidis não caiu e se vamos por esta I Liga fora, principalmente nas equipas de topo, sabemos que eles tinham caído. Ele tenta fazer golo até ao fim, é ADN e é o que é, mas obviamente que é frustrante não ganhar este jogo e pesa na relação tristeza/alegria e de fazermos uma viagem ótima para Lisboa, mas não consigo ter um sentimento negativo para os jogadores. As equipas que jogaram na Champions na quarta-feira, muitas delas tiveram dificuldades no que foi recuperar e jogar no domingo, foi o nosso caso e até acho que eles recuperaram bem de forma física, depois começaram a cair - Prestianni e Schjelderup - mas é absolutamente normal e tiveram atitude muito boa. Só temos a lamentar os golos que não marcamos, as fantásticas defesas do Bernardo e os ridículos cinco minutos [de compensação] que Luís Godinho deu".

