Mercado do Marítimo pautado pelo "equilíbrio financeiro", explica Carlos André Gomes

José Melro e Carlos André Gomes
CS Marítimo
Sem a possibilidade de vender futebolistas nos valores definidos, SAD preferiu avançar para a redução de custos do plantel
O presidente do Marítimo quebrou, esta terça-feira, o silêncio para elucidar os adeptos da forma como o clube agiu no mercado de transferências de inverno. Para o dirigente, gorada a primeira estratégia que passava pela transferência de futebolistas, o clube optou por reduzir custos. "O Marítimo não ficou indiferente ao mercado, tal como não poderia ficar e tal como havia dito anteriormente. Nós, por uma questão de equilíbrio financeiro, necessitávamos de vender jogadores. Não surgiram oportunidades ou não surgiram ofertas que fossem de encontrar aquilo que eram as nossas pretensões".
Por isso, o clube acabou por avançar para a segunda opção: "Optámos por fazer foi emagrecer o plantel em termos de custos, mas fazê-lo de uma forma que não afeta a unidade do grupo e que não afeta o rendimento desportivo".
O Marítimo emprestou Gonçalo Tabuaço, André Rodrigues e Martim Tavares e ainda chegou a acordo com Elis para rescindir o contrato.
"Aquilo que houve foi uma preocupação do equilíbrio financeiro, sem prejudicar aquilo que é o rendimento desportivo", elucidou Carlos André Gomes, no programa "Marítimo na TSF".
Massa salarial reduzida
Outro dos aspetos da comunicação verde-rubra passou pela contenção de custos. "Com estas movimentações do mercado, tivemos uma redução significativa daquilo que eram os custos salariais, que também é importante para o equilíbrio financeiro", disse.
Mesmo assim, Carlos André admite que o Marítimo ainda não está numa situação folgada. "Continuamos numa situação em que precisamos de muita engenharia financeira para que as coisas corram bem, mas a verdade é que isto vem-nos dar aqui um alívio naquilo que é a massa salarial".
O dirigente máximo verde-rubro lembrou que os dois reforços, José Melro, avançado (Benfica fica com 50% dos direitos do futebolista), e Alfonso Pastor (Rio Ave fica com 10% de uma transferência futura) chegam ao Marítimo a custo zero.
Outro aspeto a que o dirigente não quis fugir foi à ginástica financeira para assegurar os seus compromissos financeiros. "Aqueles que connosco colaboram e que trabalham, têm o seu merecido salário ao final do mês. Portanto, nós, com muitos sacrifícios, sempre com o racional de não colocar em causa aquilo que é a sustentabilidade do Marítimo, temos feito um esforço muito grande para cumprir com os nossos compromissos e até agora temos conseguido e esperamos continuar a conseguir sempre que eu estiver aqui".
Campeonato será "jogo-a-jogo"
Dos objetivos do clube, Carlos André Gomes lembra que o Marítimo vai estar sempre "jogo-a-jogo". Sem abdicar dos seus princípios. "O mesmo espírito de sacrifício e união que a equipa tem demonstrado até agora e que temos que manter. E, acima de tudo, uma coisa que é muito importante, todos tenham presente, isto não acabou. Isto estamos a meio" e até alerta para dificuldades acrescidas. "A meio com uma dificuldade crescente que é esta segunda volta. Portanto, isto é jogo a jogo até ao fim. E é uma coisa que é importante continuar a acreditar".
E por isso, terminou a pedir o contributo dos adeptos. "É preciso que se envolvam com a equipa no sentido de dar-lhes a força que ela precisa para ganhar os jogos, mas, acima de tudo, que tenham presente que isto é sempre juntos. Sempre, sempre unidos. Assim é que vamos chegar lá".
