
Carlos Eduardo Ramirez/Reuters
Exibição com a Venezuela valer-lhe-á a titularidade na receção à Bolívia, que arranca às 00:30 de quarta-feira. Nos dragões, porém, ainda só fez um encontro completo: com o Moreirense, na terceira jornada.
Longe de gozar o tempo de utilização da época passada no FC Porto, Maxi Pereira tem tido nos encontros do Uruguai a melhor oportunidade para somar minutos. Quinta-feira, contabilizou mais 90, no empate (0-0) alcançado na Venezuela, naquela que foi a internacionalização número 122 da carreira, mas uma eventual chamada para o Mundial do próximo ano - a seleção celeste só precisa de um ponto - pede mais. El Mono ainda só efetuou um jogo completo pelos azuis e brancos, na terceira jornada do campeonato, com o Moreirense, e Óscar Tabárez já avisou que levará em linha de conta o que cada um dos habituais selecionados vai fazer nos respetivos clubes na hora de definir a convocatória para a Rússia. "Fico contente com os jogadores que estiveram e que já não estão. [Renovação] É um processo que tem de acontecer naturalmente. Qualquer jogador da seleção quer qualificar-se e ir ao Mundial. Mas essa possibilidade só acontecerá pelo que fizerem nas suas equipas", referiu o selecionador uruguaio, que tem sido pressionado a rejuvenescer um grupo com vários atletas com mais de 30 anos, entre os quais o portista (33 anos).
Apesar da parca utilização nos dragões, Maxi recebeu críticas positivas à exibição realizada frente à Venezuela. Sem grande trabalho no plano defensivo, o mais internacional de sempre do Uruguai participou em várias ações ofensivas, tendo oferecido de bandeja a Cavani a possibilidade de dar o triunfo à seleção celeste aos 82 minutos (o avançado desperdiçou de forma incrível). Por isso, tudo aponta para que venha a repetir a titularidade no decisivo encontro com a Bolívia, marcado para a 00h30 de quarta-feira, em Montevideu. O regresso em Portugal far-se-á "em cima" do jogo da Taça de Portugal.
