Martim, filho de Rui Águas, brilha no CdP: "Projetos destes são bem-vindos"

Martim Águas é filho de Rui Águas e neto de José Águas
Camisola 10 do Oriental Dragon, Martim Águas, contribuiu para o apuramento do jovem clube para a fase de acesso à Liga 3.
Martim Águas, filho de Rui Águas e neto de José Águas, lendas do Benfica, não se admira pelo acesso do estreante Oriental Dragon à fase de acesso à Liga 3, conseguido ao vencer o Ol. Montijo. O médio, 27 anos, enaltece o investimento feito no clube da série G, no qual poderá até seguir, apela ao mesmo noutros emblemas e só lamenta o diferente paradigma quando ainda prometia.
Logo em ano de estreia na prova, era expectável disputar o acesso à Liga 3?
-Era expectável que houvesse capacidade para batermo-nos com qualquer equipa. Os jogadores conhecem-se bem e quase todos trabalharam com o treinador. A equipa está recheada de qualidade e de experiência. Esperava-se, por isso, fazer um bom campeonato.
Ingressou no clube nesta época por essas razões?
-À minha decisão ajudou o facto de o treinador [Luís Manuel] cá estar. Gostei muito de trabalhar com ele. Cria grupos muito fortes e, além disso, os jogadores da equipa também influenciaram. Ainda não havia a certeza de que participaríamos nesta prova, mas o treinador segurou muitos dos atletas.
Há capacidade para escalar mais patamares?
-O clube beneficiou de investimento estrangeiro e o objetivo é subir. A fase inicial é a altura certa para se crescer, Muitos se queixam do investimento estrangeiro no nosso futebol, mas se não fosse isso havia bem menos equipas. Não nos falta nada e mais projetos destes são bem-vindos.
Pretende continuar em Pinhal Novo em 2021/22?
-Não penso rapidamente no futuro. Primeiro, porque falta o mais difícil, a fase de apuramento para a Liga 3. Se conseguirmos subir de divisão, seria uma boa opção começar a nova época aqui . É essencial ter regularidade num clube.
Passou pela formação de Sporting, Braga, Benfica... O que faltou para ser aposta?
-Honestamente, faltou a muita aposta que há hoje. A transição era mais difícil, não havia equipas B ou de sub-23, e o ter que ganhar estava demasiado presente. Atualmente, o paradigma é outro. Há muitos jogadores novos a ter espaço em equipas seniores para poder evoluir.
Foi o futebol , então, que lhe ficou a dever algo?
Acredito que posso jogar mais acima, tenho capacidade e trabalho para tal. Talvez o futebol tenha ficado a dever-me na etapa da formação, sim. Vejo com frustração esta mudança tão tarde de paradigma. Não pude usufruir do mesmo, mas a minha carreira é feliz. Conheci clubes com história e gente muito boa e dedicada.
Como lidou com o facto de ter duas grandes figuras do futebol como pai e avô?
-Quando era mais novo senti pressão e responsabilidade em relação ao errar ou a chegar aos patamares deles. Mas isso não me tirou o foco. Pelo contrário. Até me impulsionava. Mantenho essa responsabilidade e tento passar os valores, dentro e fora de campo, para honrar o nome que tenho.
