Manteigas visa Villas-Boas: "Não se tira o espírito e mentalidade de Contumil..."

João Diogo Manteigas
Lusa
Candidato derrotado na primeira volta das eleições do Benfica reage às declarações do presidente do FC Porto sobre Rui Costa
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João Diogo Manteigas, candidato à presidência do clube da Luz derrotado na primeira volta das eleições, marcou presença na tomada de posse de Rui Costa e visou André Villas-Boas, que recentemente afirmou que "há muito tempo que o Sporting tem o presidente do Benfica no bolso".
"Não admito, como sócio, o que disse sobre o presidente do Benfica. É de muito mau tom o ambiente que se vive neste momento. Pode-se ter a conta recheada de dinheiro de rescisões e despedimentos enquanto treinador e ter a maior coleção de carros vintage, mas não se tira o espírito e mentalidade de Contumil da cabeça das pessoas. Às vezes, temos de ser mais agressivos no ataque premeditado por parte de dirigentes e meter algum travão. É isso que exijo a Rui Costa. Se entende que não tem de ser ele, há uma direção inteira que o pode fazer. Não quero que este mandato seja só Rui Costa, mas sim um órgão colegial", afirmou.
Sobre a reeleição do antigo internacional português e a necessidade de uma postura firme na defesa dos interesses das águias, afirmou: "Rui Costa é o homem certo que os sócios quiseram. Se é o projeto certo? Não. Mas não fui eu que fui à segunda volta e que ganhei. Perguntaram-me sobre a arbitragem, no debate a seis tive a oportunidade de dizer qual era a minha visão. O Benfica devia fazer cinco ou seis coisas imediatamente, analisar os relatórios dos observadores dos árbitros, o que faz um centro de VAR no Norte, ainda ontem foi um escândalo nos Açores, com um canto inexistente que deu golo ao Sporting. Sei que o VAR não pode intervir, mas não deixa de ser um favorecimento indireto a um concorrente direto. O Benfica tem de se intrometer. Andámos desde 2011 a discutir a profissionalização da arbitragem. Andamos a brincar com o futebol português. É o sistema todo. Temos de perceber o que podemos fazer para promover um futebol muito melhor. Como é que vamos vender 300 milhões em direitos audiovisuais? Temos de começar a olhar para isto de uma forma séria."

