
Grupo de adeptos contestatários foi recebido dentro do centro de estágio e depois dispersou
Reprodução/CMTV
Cerca de 200 adeptos insatisfeitos com os resultados da equipa chegaram à fala com Mário Branco, José Mourinho e os quatro capitães. Multidão de manifestantes encarnados só dispersou depois de ter sido recebida dentro do centro de estágio, após autorização de Rui Costa, que não esteve no local.
O último treino de preparação para a receção deste domingo ao Estrela da Amadora ficou marcado por momentos de grande tensão junto ao Benfica Campus, no Seixal, devido à aglomeração de cerca de 200 adeptos à porta do centro de estágio dos encarnados, que exigiam ser recebidos pelos responsáveis benfiquistas. Sem episódios de violência a registar, mas com algum aparato policial no local, tudo terminou depois de uma reunião no interior das instalações desportivas, autorizada pelo diretor geral, Mário Branco, depois de consultar o presidente Rui Costa, que não compareceu no local dos protestos.
O momento desportivo que o Benfica atravessa, pelo afastamento da discussão das taças nacionais, pelo expressivo atraso pontual no campeonato e a derrota com a Juventus, que complicou ainda mais as perspetivas de apuramento do Benfica para o play-off da Liga dos Campeões terão estado na base desta manifestação que começou por ser um cerco ao centro de estágio. Os adeptos foram chegando a partir das 8h00, quando o plantel já estava no interior a preparar-se para o treino, e juntaram-se junto à entrada principal, não permitindo a entrada e saída de pessoas e veículos.
Várias horas depois de terem começado as exigências de um encontro com os responsáveis encarnados, e já com o aumento do aparato policial no local, chegou a autorização para a entrada de quatro adeptos, seguindo-se a abertura das portas para as duas centenas que estavam de fora. O primeiro encontro decorreu no auditório, o segundo em pleno campo principal. Segundo confirmou mais tarde o Benfica em comunicado, Mário Branco teve a seu lado o diretor técnico, Simão Sabrosa, o treinador José Mourinho e os capitães de equipa: Otamendi, António Silva, Aursnes e Tomás Araújo.
"A conversa, na qual tomaram a palavra os representantes do grupo de adeptos e também Mário Branco, José Mourinho, Simão Sabrosa e Nico Otamendi, decorreu num ambiente de enorme respeito, cordialidade e espírito construtivo, terminando com a garantia de reforço do compromisso de união que, mais do que nunca, deve imperar nesta fase, perante os desafios que se colocam ao Benfica até final da época", esclareceram as águias no referido comunicado.
A intervenção do treinador teve peso, ao pedir paciência aos adeptos, argumentando com alguns azares com arbitragens e lesões, deixando a garantia de empenho de todo o plantel até final da época. Depois destas palavras, os 200 manifestantes abandonaram as instalações e dispersaram.

