
O agente da PSP envolvido na agressão já foi identificado e o pai das crianças foi constituído arguido antes de ser libertado
O Ministério da Administração Interna (MAI) anunciou esta segunda-feira que vai ser aberto um inquérito às agressões em Guimarães, após o jogo V.Guimarães-Benfica, avançando que o agente da PSP envolvido na agressão já foi identificado.
Domingo, depois do jogo que deu o título de campeão nacional ao Benfica, dois homens, pai e filho, acompanhados de duas crianças, foram agredidos por um agente da PSP junto ao Estádio D. Afonso Henriques, com a agressão a ser filmada por uma equipa de televisão.
Numa nota enviada à agência Lusa, a fonte do MAI garante que "irá decorrer inquérito aos incidentes ocorridos" e que "o agente em questão já foi identificado".
"Estava desesperado com a segurança dos miúdos. Já estávamos há três quartos de hora parados dentro do estádio. Tivemos a compreensão de quatro agentes à porta do estádio que nos deixaram sair, mas depois, o comandante da esquadra de investigação criminal da PSP de Guimarães, o senhor agente Filipe Silva, veio perguntar o que estava ali a fazer", explicou José de Magalhães, de 43 anos, um dos agredidos pela PSP, em declarações à televisão.
O empresário de Matosinhos disse ao agente que as autoridades estavam a fazer um "mau trabalho" por não deixarem as pessoas sair do estádio, adiantando que estava a socorrer o filho quando foi abordado pelo agente que o agrediu e que a seguir agrediu o seu pai, enquanto as crianças choravam e gritavam.
José Magalhães disse ainda que o agente da PSP lhe perguntou porque é que tinha levado as crianças para o estádio e que ele lhe terá respondido que "levava os miúdos para onde quisesse, onde houvesse festa e onde se sentissem bem". José Magalhães terá sido libertado cerca da meia-noite, tendo sido constituído arguido.
