Maga: "Melhor elogio que me podem dar é quando me dizem que tenho o ADN Vitória"

Reprodução/ Vitória SC
V. Guimarães B dependia de outros resultados para entrar na fase de subida, mas no fim fez a festa. Lateral-direito é uma das figuras. Jogador de 22 anos contou a O JOGO que foi impossível não estar com o ouvido à escuta noutros campos e lembrou estreia na equipa principal, esta época, coroada com um golo ao Leixões na Taça da Liga.
Natural de Marco de Canaveses, Maga chegou ao Vitória em 2017 e já se sente um vimaranense de gema. Sonho da Liga SABSEG continua nas próximas semanas e a equipa vai tentar concretizá-lo.
Como foi viver esta roleta de emoções que acabou por colocar o V. Guimarães B na fase de subida?
-Foi isso mesmo, uma roleta de emoções, porque ora estávamos apurados, ora não estávamos. Mas teve um sabor muito especial, também por isso. Foi uma sensação incrível e tudo aquilo que envolveu o nosso apuramento valorizou ainda mais o nosso trabalho. Se me questionassem no início da segunda volta se o apuramento era possível, eu diria que não, porque, tal como se comprovou, esta Liga é muito competitiva. No entanto, percebemos os erros que tínhamos de corrigir, unimos o grupo e fizemos uma reta final fantástica.
Foram tendo conhecimento dos outros resultados?
-Era inevitável. Por muito que nos peçam para estarmos apenas focados no nosso jogo, torna-se muito difícil não tentarmos saber como estão os outros resultados. Além disso, na segunda parte os nossos adeptos começaram a manifestar-se, ouvíamos os festejos quando havia golos noutros relvados. Lembro-me que, quando fui substituído, chegou-me a informação que naquele momento estávamos fora dos quatro primeiros classificados. Depois, os minutos finais foram de puro sofrimento, o relógio parecia que não andava. Mas o futebol é fantástico por causa disso, porque tudo muda em cinco minutos.
Será desta que o Vitória consegue a subida à Liga SABSEG?
-Temos ambições, como é obvio, porque todos os jogadores querem subir à Liga SABSEG, mas não vamos fazer qualquer promessa. Com o apoio dos nosso adeptos, penso que vamos conseguir fazer coisas muito engraçadas e surpreender muita gente.
A nível pessoal, este ano já jogou pela equipa principal e já marcou. Foi um dia que ficou gravado?
-Sim, ninguém esquece um momento desses. Ficou gravado pelo facto de me estrear pela equipa principal e, além disso, esse momento foi ainda abrilhantado com um golo. Lembro-me de ver a bola a entrar e pensar logo na minha irmã Valéria, porque foi ela que me ensinou tudo aquilo que sei e fez tudo para que eu pudesse cumprir os meus objetivos. Nunca lhe disse, mas aquele golo foi para ela. Aliás, a minha família é o meu grande suporte porque fez tudo para que nada me faltasse e eu pudesse seguir o meu sonho de jogar à bola.
Apesar de não ser natural de Guimarães, já se sente um vimaranense pelo facto de estar há vários anos no clube?
-Sim, totalmente. Já estou cá há muito tempo e sinto-me como se cá estivesse desde pequenino. Sempre que entro em campo dou a vida pelo símbolo que carrego ao peito e o melhor elogio que me poderiam dar é quando me dizem que tenho o ADN Vitória, porque é um ADN incrível e que eu, realmente, sinto que tenho.
O maior sonho passa por afirmar-se na equipa principal?
-Neste momento, estou totalmente focado em ajudar a equipa B, mas claro que sou ambicioso e pretendo afirmar-me na equipa A. Se isso vai acontecer? Não sei, o que sei é que todos os dias adormeço de consciência tranquila, porque cumpro com os meus deveres enquanto profissional do clube.
Com raça, velocidade e leitura
Com 12 jogos na Liga 3 e um golo apontado, Maga avaliase como um jogador com "muita raça" e com mau perder. "Sou competitivo e detesto perder. Penso que os meus pontos fortes são a minha velocidade e a minha mentalidade forte. Além disso, considero-me bom defensivamente e com uma boa leitura de jogo", explicou. O convite para ir para o Vitória deu-se após um torneio entre associações. "Um responsável do Vitória abordou-me e disse que estavam interessados em contratar-me. Alguns dias depois fui visitar as instalações do clube e fechámos negócio. Hoje não poderia estar mais satisfeito com a minha decisão", vincou.

