
Luís Pinto
Lusa
Declarações de Luís Pinto, treinador do Vitória de Guimarães, em antevisão à final da Taça da Liga.
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De que forma preparou esta final: "Preparamos essencialmente com a preocupação de conseguirmos recuperar bem, quer seja do ponto de vista físico ou mental, dada a exigência da meia-final. Depois, muito trabalho da equipa de análise e hoje já conseguimos passar alguns aspetos que acreditamos que vão ser importantes para o jogo, mas acima de tudo muito focados no que temos de fazer amanhã e muito sucintos no que passamos".
Crença inabalável e Ndoye decisivo: "Primeiro dar os parabéns a ele e a todos os outros por acreditarem. Sou do tempo em que havia três substituições e, agora com cinco, permitiu-nos jogar de maneira diferente. Temos a capacidade de perceber que quem está no banco não está por estar pior, mas porque sabemos que vamos precisar de jogadores para terminar o jogo da melhor maneira e acrescentar. Há momentos em que precisamos desse tipo de jogadores, para agitar. Se fizer sentido ser titular amanhã, será titular. Se fizer sentido continua no banco, irá continuar. No futebol, as coisas validam-se com resultados e o facto de ganharmos faz com que exista maior confiança. Mas o que temos de perceber é que o que fizemos na meia-final deu-nos direito de estar na final, mas não nos dará nada. Temos de perceber que será um jogo diferente. Se estivermos presos ao que fizemos na meia-final, não vamos estar totalmente focados na final".
Se Diogo Sousa está disponível e jogo do campeonato: "O Braga no primeiro jogo estava num momento muito diferente, tal como o Vitória. Pode existir uma ou outra coisa que já estivesse presente no momento de jogar agora. E vimos o jogo. Mas os momentos foram totalmente diferentes. Acaba por haver maior análise ao passado recente. Quanto ao Diogo, está bem, não tem qualquer impedimento. O Gustavo Silva está na fase final de recuperação, todas as horas contam neste tipo de recuperação, por isso ainda estamos a aguardar uma reunião para saber se pode estar presente na convocatória".
O que a equipa vai ter de mostrar para levantar o troféu: "Queremos conseguir ter como identidade, a crença. Se algo de menos positivo acontecer durante o jogo, seja em que jogo for, termos a capacidade de reagir e mantermo-nos ligados ao que interessa realmente. E fomos capazes de o fazer nas meias-finais e quartos de final da competição. Vamos precisar não apenas da crença, só isso não é suficiente. Foi preciso muito mais, ter qualidade no jogo ofensivo e defensivo, nas relações que os jogadores foram tendo dentro de campo. Houve um grande espírito de sacrifício e capacidade para corrermos imenso, com intensidade, mas muita intencionalidade. E ao contrário do que foi dito, o Vitória demonstrou não só vontade, mas também muitas outras coisas. Se não tivermos isso, nada nos adianta de ter apenas crença".
Presença dos adeptos: "Sabemos que este jogo é especial. Não queremos, de todo, retirar o quanto jogo é especial e não nos queremos colocar de parte. Vamos fazer parte do dérbi mais histórico que existe entre estas duas equipas, que é o primeiro que vai decidir um título e em campo neutro. Vai ser um dérbi diferente de todos os que já foram vividos. E queremos ter a capacidade de usar a emoção para ganhar o dérbi. Os nossos adeptos estiveram num nível fantástico no jogo com o Sporting, emn que estivemos a perder até ao final e eu ouvi a apoiar. Acredito que o papel deles nos pode ajudar a conseguir o que pretendemos neste momento. No início da época, disse que, unidos, podíamos conquistar coisas que ninguém acreditava. Amanhã é o dia de nos unirmos para que isso aconteça. Já deixamos um bocadinho de história escrita, mas a história que queremos dar amanhã. Quanto ao favoritismo, é um jogo. Acho que não há".
Preferência de adversário no final: "A minha preferência é que o Vitória estivesse na final. Sabemos que o dérbi tem um significado diferente. Amanhã pode ser um dia histórico para a cidade de Guimarães. Já seria extremamente importante ganhar uma competição, num dérbi será inesquecível. Eu consigo perceber a preferência dos adeptos, mas o que interessa é estarmos presentes. Estou à espera de começar a ganhar nas bancadas, sim. Sentimos o apoio dos nossos adeptos na meia-final acredito que vamos sentir muito amanhã".
Ganhar dois troféus em Leiria: "O que eu quero é que o Vitória conquiste o terceiro título da história. O resto é acessório."

